Anemia resistente: paciente vê melhora após ferro intravenoso

Anemia resistente: paciente vê melhora após ferro intravenoso

Anemia resistente: paciente vê melhora após ferro intravenoso

Anemia resistente levou a dona de casa Jackeline Crespo, 49 anos, a passar quase uma década convivendo com fadiga extrema até descobrir a eficácia do ferro intravenoso.

Anemia resistente: paciente vê melhora após ferro intravenoso

Moradora de Belo Horizonte (MG), Jackeline notou palidez, fraqueza e queda de cabelo antes de receber o diagnóstico de anemia por deficiência de ferro. Mesmo seguindo o tratamento padrão, baseado em comprimidos, seus níveis de ferritina continuavam baixos, e a disposição diminuía a cada dia. “Sentia-me um zumbi”, recorda.

A situação mudou no início de 2024, quando ela teve acesso à carboximaltose férrica, uma alta dose de ferro aplicada por via intravenosa. Após apenas 15 minutos de infusão, a mineira relatou recuperação visível: energia retomada, cabelo forte e memória mais clara. “Voltei a fazer atividade física e o cansaço sumiu”, comemora.

De acordo com o hematologista Flávio Naoum, a anemia por deficiência de ferro é subestimada e pode sinalizar doenças graves, como câncer intestinal. Entre os sintomas estão tontura, falta de ar e unhas quebradiças, frequentemente confundidos com estresse. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a condição atinge milhões de pessoas e responde por metade dos casos de anemia no mundo.

O especialista destaca que o ferro intravenoso oferece resposta rápida, essencial para pacientes com cirurgias ou partos próximos. A adesão também é maior, pois concentra a reposição em uma única aplicação, substituindo meses de comprimidos diários.

Embora o Ministério da Saúde tenha anunciado em 2023 a incorporação do ferro intravenoso no SUS, a liberação efetiva depende da atualização de protocolos clínicos, ainda em elaboração. Em abril de 2024, a derisomaltose férrica foi adicionada à lista de tratamentos, mas também aguarda regulamentação. Para pacientes como Jackeline, o atraso mantém o acesso restrito à rede privada.

Hoje, a mineira faz acompanhamento semestral e define a mudança como decisiva: “Tenho outra vida”. Enquanto isso, especialistas defendem a urgência de ampliar a disponibilidade do método na rede pública, reduzindo o impacto da anemia resistente em todo o país.

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Crédito da imagem: Acervo pessoal

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