Anopheles stephensi pode chegar ao Brasil, alerta USP

Anopheles stephensi pode chegar ao Brasil, alerta USP

Anopheles stephensi pode chegar ao Brasil, alerta USP

Anopheles stephensi pode chegar ao Brasil, alerta USP segundo estudo da Faculdade de Saúde Pública e do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, que projeta alto risco de entrada do mosquito em áreas urbanas nacionais.

Anopheles stephensi pode chegar ao Brasil, alerta USP

A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, evidencia que o Anopheles stephensi – vetor asiático identificado na África desde 2012 – encontra condições climáticas semelhantes às brasileiras. Ao contrário do Anopheles darlingi, predominante na Amazônia, esta espécie se reproduz em recipientes com água parada em centros urbanos, comportamento comparável ao do Aedes aegypti.

Modelagens climáticas de 1970 a 2100 indicam que 40 % da população mundial já vive em ambientes favoráveis ao inseto, percentual que pode alcançar 56 % até o fim do século. “Se o clima é parecido, o risco de expansão após a introdução é enorme”, ressalta André Luís Acosta, coordenador do Grupo de Estudos em Saúde Planetária Brasil.

O trabalho aponta o transporte marítimo como principal rota de disseminação. Larvas presentes em contêineres podem eclodir durante viagens; mosquitos adultos, então, desembarcam diretamente em portos ligados a grandes cidades. Ventos fortes também favorecem a dispersão, como observado no Mali.

Apesar da ameaça, o pesquisador destaca que “não existe vigilância específica nos portos brasileiros” para detectar a espécie. A recomendação imediata é eliminar criadouros de água parada, mesma medida adotada contra o Aedes. Campanhas de conscientização, como a iniciativa Malária Global, pretendem alertar a população.

Dados do Ministério da Saúde mostram que a malária ainda se concentra na região amazônica, mas a presença de um vetor urbano ampliaria o alcance da doença. Sintomas incluem febre alta, confusão mental, convulsões e, em casos graves, risco de morte. O tratamento é gratuito e eficaz, desde que iniciado rapidamente.

Especialistas sugerem que autoridades reforcem a vigilância nos portos e intensifiquem o monitoramento climático. A Organização Mundial da Saúde disponibiliza diretrizes sobre controle vetorial em seu site oficial; confira em Programa Global de Malária da OMS.

A possível chegada do Anopheles stephensi acende um alerta para políticas de saúde pública e mobilização social. Saiba mais sobre ações preventivas e outras pesquisas em nossa editoria de Saúde e Bem Estar e continue informado.

Crédito da imagem: Oxford Scientific / Getty Images

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