Ataque aéreo israelense atinge Sanaa e eleva tensão

Ataque aéreo israelense atinge Sanaa e eleva tensão

Ataque aéreo israelense atinge Sanaa e eleva tensão

Ataque aéreo israelense atinge Sanaa e eleva tensão marca a primeira ofensiva de Israel contra o Iêmen em uma semana e ocorre após os rebeldes houthis lançarem um míssil — descrito por Tel Aviv como munição cluster — em direção ao aeroporto Ben Gurion.

Ataque aéreo israelense atinge Sanaa e eleva tensão

Segundo o movimento houthi, apoiado pelo Irã, múltiplos bairros da capital iemenita foram bombardeados na madrugada de domingo (25). O Ministério da Saúde controlado pelos rebeldes relatou pelo menos duas mortes e 35 feridos. Moradores ouvidos pela Associated Press relataram explosões “muito fortes” nas proximidades do palácio presidencial e de uma academia militar fechada, com colunas de fumaça visíveis na Praça Sabeen.

O Exército de Israel informou ter alvejado as usinas elétricas de Asar e Hizaz, consideradas “infraestruturas significativas” para operações militares houthi, além de um complexo militar anexado ao palácio. Uma fonte da Força Aérea israelense disse que mais de dez caças participaram da missão.

A nova ofensiva surgiu dois dias depois de os houthis divulgarem o disparo de um míssil “recentemente equipado” contra Israel. Embora o projétil tenha se fragmentado no ar após tentativas de interceptação, autoridades israelenses classificaram o artefato como “ameaça inédita” por transportar submunições, o que dificultaria a defesa antiaérea.

Em publicação nas redes sociais, Nasruddin Amer, vice-chefe do gabinete de mídia houthi, prometeu manter os ataques “até que o bloqueio a Gaza seja encerrado”. Os houthis vêm lançando drones e mísseis contra Israel e navios no mar Vermelho há 22 meses, perturbando uma rota que movimenta cerca de US$ 1 trilhão em comércio global anual.

A escalada ocorre apesar de um acordo anunciado pelos Estados Unidos em maio para interromper ataques aéreos ocidentais, condicionado à suspensão das investidas contra a navegação comercial — cláusula que, segundo os houthis, não inclui alvos ligados a Israel. Especialistas ouvidos pela Reuters veem risco de novas interrupções nas cadeias de suprimentos caso a tensão persista.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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