Ataque a hospital em Gaza: ONU cobra justiça a Israel
Ataque a hospital em Gaza: ONU cobra justiça a Israel
Ataque a hospital em Gaza: ONU cobra justiça a Israel marca a reação da comunidade internacional ao bombardeio duplo das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra o hospital Nasser, em Khan Younis, que deixou pelo menos 20 mortos, entre eles cinco jornalistas e quatro trabalhadores da saúde.
Ataque a hospital em Gaza: ONU cobra justiça a Israel
O Escritório de Direitos Humanos da ONU afirmou que “é preciso haver justiça”, destacando que as investigações israelenses anteriores sobre mortes em Gaza pouco avançaram. O porta-voz Thameen al-Kheetan classificou o ataque como “inaceitável” e pediu responsabilização pelos alvos civis atingidos.
Segundo a investigação preliminar divulgada pelas FDI, o objetivo da primeira explosão era destruir “uma câmera posicionada pelo Hamas” para monitorar tropas israelenses. O exército alegou ainda que seis dos mortos seriam “terroristas”, mas não apresentou provas e não explicou o motivo de um segundo disparo dez minutos depois, que vitimou jornalistas e socorristas que já prestavam auxílio no local.
A cobertura crítica ampliou-se após o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, considerar o episódio “indefensável”. A BBC e outras organizações jornalísticas internacionais perderam profissionais na ação, reforçando a cobrança por garantias de segurança a repórteres em zonas de conflito. Reportagem da BBC News detalhou a sequência dos disparos e o contexto das manifestações em Israel.
No mesmo dia, milhares de israelenses bloquearam rodovias e protestaram em Tel Aviv e Jerusalém para exigir um acordo que liberte os reféns ainda mantidos pelo Hamas e encerre a guerra. Familiares dos sequestrados acusam o governo Benjamin Netanyahu de ignorar uma proposta de cessar-fogo já aceita pelo grupo palestino.
Enquanto isso, a crise humanitária em Gaza se agrava. A autoridade de saúde controlada pelo Hamas relatou 75 mortes apenas nas últimas 24 horas. Organismos independentes apontam para fome generalizada, contestada por Israel. Desde 7 de outubro de 2023, mais de 62 mil palestinos teriam morrido, e 90% das moradias estariam danificadas.

Imagem: Internet
O Ministério da Defesa israelense anunciou plano para tomar Gaza City caso o Hamas não entregue as armas e liberte todos os reféns. Especialistas lembram que hospitais gozam de proteção em direito humanitário, tornando o ataque ao Nasser motivo de possível violação grave.
O episódio reacende o debate sobre limites em operações militares e reforça a pressão externa por investigações eficazes. Para acompanhar desdobramentos semelhantes, visite nossa editoria de Notícias Brasil e Mundo e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Anadolu via Getty Images

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