Ativistas quenianos sequestrados em Uganda, diz Bobi Wine

Ativistas quenianos sequestrados em Uganda, diz Bobi Wine

Ativistas quenianos sequestrados em Uganda foram denunciados nesta quinta-feira (07) pelo líder oposicionista Bobi Wine, que atribuiu o desaparecimento de Bob Njagi e Nicholas Oyoo a agentes armados ainda não identificados.

De acordo com Wine, os dois defensores de direitos humanos teriam sido “apanhados em estilo mafioso” enquanto abasteciam em um posto de gasolina de Kampala, após participarem de um ato de campanha do cantor e político, que concorrerá à Presidência de Uganda em 2025 contra Yoweri Museveni, no poder desde 1986.

Ativistas quenianos sequestrados em Uganda, diz Bobi Wine

Em postagem na rede X (antigo Twitter), Bobi Wine afirmou que o governo ugandense tenta intimidar apoiadores estrangeiros da oposição e exigiu a libertação imediata dos quenianos. A organização Vocal Africa, sediada em Nairóbi, também condenou o sequestro e cobrou esclarecimentos oficiais.

Testemunhas contaram à Citizen TV do Quênia que quatro homens armados e uma mulher obrigaram Njagi e Oyoo a entrar em um veículo antes de fugirem em alta velocidade. Desde então, os celulares dos ativistas estão desligados e o paradeiro de ambos permanece desconhecido.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram Njagi no palco ao lado de Wine durante o comício. Não é a primeira vez que ele some em circunstâncias parecidas: em 2023, Njagi ficou mais de um mês desaparecido depois de ser levado por homens mascarados no Quênia.

Casos semelhantes vêm sendo registrados na África Oriental, levantando suspeitas de cooperação regional para silenciar dissidentes. Em janeiro, o queniano Boniface Mwangi e a ugandense Agather Atuhaire foram detidos na Tanzânia e relataram maus-tratos antes de serem abandonados nas fronteiras de seus países.

Ativistas quenianos sequestrados em Uganda, diz Bobi Wine - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Procurado pela BBC, o porta-voz da polícia queniana, Michael Muchiri, disse não ter informações sobre o ocorrido. A polícia de Uganda ainda não comentou as acusações.

Analistas afirmam que o episódio pode intensificar a pressão internacional sobre Kampala e Nairóbi, sobretudo a poucos meses das eleições ugandesas, em que Wine tenta encerrar quase quatro décadas de governo Museveni.

Para saber como outros conflitos políticos afetam a região, leia mais em Notícias Brasil e Mundo e continue acompanhando nossa cobertura.

Crédito da imagem: Getty Images/BBC

Posts Similares