Aumento de IR para mais ricos sofre resistência no Congresso
Aumento de IR para mais ricos sofre resistência no Congresso
Aumento de IR para mais ricos sofre resistência no Congresso ganha força nas negociações da Câmara, onde oposição e parte do centrão tentam barrar a compensação fiscal prevista para custear a nova faixa de isenção do Imposto de Renda.
Aumento de IR para mais ricos sofre resistência no Congresso
Relatado pelo ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), o projeto eleva a isenção mensal de R$ 3.036 para R$ 5.000 e concede desconto parcial até R$ 7.350. Para equilibrar as contas, o texto cria um imposto mínimo sobre quem recebe a partir de R$ 50 mil ao mês, com alíquota de 10 % para rendas anuais superiores a R$ 1,2 milhão.
O PL, liderado por Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentará emenda para derrubar toda a compensação. O deputado afirma que a legenda “é a favor de reduzir impostos, não de aumentar” e defende isenção integral para salários de até R$ 10 mil. Segundo ele, caberá ao governo “se virar” para encontrar outra fonte de recursos.
A movimentação reúne apoio de dirigentes de União Brasil e PP. Antônio Rueda (União) rejeita a tributação de altas rendas sem nova forma de equilíbrio fiscal, enquanto Ciro Nogueira (PP) quer alterar pontos que “penalizam” o topo da pirâmide. Uma emenda do deputado Cláudio Cajado (PP-BA) propõe elevar a CSLL dos bancos de 21 % para 25 %, além de aumentar o teto da isenção parcial para R$ 7.590, equivalente a cinco salários mínimos.
Apesar da pressão, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sustenta que o texto já aprovado em comissão especial deve ser mantido. Em evento do grupo Globo, Motta afirmou que “a unanimidade na comissão mostra que o trabalho foi bem feito” e prometeu responsabilidade na análise dos destaques.
Do lado do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz estar otimista e aposta na popularidade da taxação dos super-ricos. A avaliação é compartilhada por assessores do Planalto, que enxergam a votação como teste para a liderança de Motta após o episódio do motim bolsonarista.
O líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), sinaliza campanha nas redes para associar quem votar contra o projeto à defesa de privilégios. Já o ministro Rui Costa (Casa Civil) alerta que eliminar a compensação criaria dificuldades para manter serviços públicos.

Imagem: Internet
Especialistas lembram que mudanças significativas no sistema tributário exigem equilíbrio entre justiça fiscal e responsabilidade orçamentária. A discussão continuará nas próximas semanas, quando Câmara e Senado pretendem concluir a análise até 30 de setembro, conforme calendário em negociação.
Mais detalhes sobre as negociações podem ser acompanhados na cobertura da Folha de S.Paulo.
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Crédito da imagem: Folhapress

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.