Brasil sai do Mapa da Fome, mas dieta carece de biodiversidade

Brasil sai do Mapa da Fome, mas dieta carece de biodiversidade

Brasil sai do Mapa da Fome, mas dieta carece de biodiversidade

Brasil sai do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), mas especialistas alertam que a biodiversidade ainda não chega ao prato da maioria dos brasileiros.

Brasil sai do Mapa da Fome, mas dieta carece de biodiversidade

Divulgado em 28 de julho durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4), o SOFI 2025 reuniu dados de cinco agências das Nações Unidas e apontou que a proporção de brasileiros em subnutrição caiu para menos de 2,5% entre 2020 e 2022. Esse patamar é o limite máximo definido pela ONU para que um país fique fora do chamado Mapa da Fome.

O indicador de subnutrição, medido pela Prevalência de Subalimentação (PoU), é um dado objetivo: compara a oferta calórica nacional com as necessidades energéticas da população. Já a insegurança alimentar utiliza pesquisas domiciliares e avalia também a qualidade dos alimentos. Embora tenha registrado queda — de 29,8% em 2021 para 23,7% em 2024 —, o problema permanece mais intenso em áreas rurais.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil colheu 41,5 milhões de toneladas de grãos em 2023, recorde histórico. Mesmo assim, o acesso desigual e a alta dos preços, motivada pela inflação, continuam afetando grupos vulneráveis. O relatório frisa que, em países de renda média — como o Brasil —, variações cambiais e custos de produção impactam diretamente o prato dos consumidores.

Outro destaque do SOFI é a baixa diversidade alimentar. Pesquisa publicada na Scientific Reports indica que apenas 1 em cada 100 brasileiros consome regularmente alimentos provenientes da rica biodiversidade nacional, que inclui cogumelos, plantas alimentícias não convencionais e carnes de caça. Segundo especialistas, ampliar essa variedade é crucial para tornar o sistema agroalimentar mais resiliente às mudanças climáticas, reduzir emissões de gases de efeito estufa e prevenir doenças como obesidade.

Entre as medidas recomendadas estão a educação voltada a hábitos alimentares sustentáveis, estímulo à pesquisa sobre espécies nativas e a adoção de governança participativa que valorize produtores locais. Para conhecer detalhes, consulte o relatório SOFI da FAO, referência global sobre segurança alimentar.

Apesar do avanço representado pela saída do Mapa da Fome, o desafio agora é garantir que a biodiversidade alimentar se traduza em refeições mais variadas e nutritivas para todos os brasileiros. Para saber como hábitos saudáveis podem transformar a qualidade de vida, visite a editoria Saúde e Bem Estar e continue acompanhando nossas análises.

Crédito da imagem: Governo do Estado Ceará/Reprodução

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