Cavalos de corrida podem ajudar a prevenir morte súbita

Cavalos de corrida podem ajudar a prevenir morte súbita

Cavalos de corrida podem ajudar a prevenir morte súbita

Cavalos de corrida podem ajudar a prevenir morte súbita é a principal conclusão de um estudo liderado pelo fisiologista clínico Kamalan Jeevaratnam, diretor do curso de medicina veterinária da University of Surrey, no Reino Unido. A pesquisa defende que o coração de equinos de alto desempenho serve como modelo natural para identificar arritmias fatais que também afetam atletas humanos.

Cavalos de corrida podem ajudar a prevenir morte súbita

O alerta ganhou força após a morte do puro-sangue americano Practical Move, em 31 de outubro de 2023, logo depois de um galope de rotina. A necropsia apontou morte cardíaca súbita, quadro semelhante ao vivido pelo ex-jogador Fabrice Muamba, que sofreu parada cardíaca em campo em 17 de março de 2012 e permaneceu 78 minutos clinicamente morto até ser reanimado com 15 choques de desfibrilador.

Segundo Jeevaratnam, cavalos e humanos compartilham doenças como arritmias e, diferentemente de modelos de laboratório tradicionais, os equinos exibem frequências cardíacas que variam de 20 batimentos por minuto em repouso a mais de 200 em esforço máximo. Essa elasticidade fornece pistas valiosas sobre como o músculo cardíaco se adapta — e às vezes falha — sob estresse extremo.

A equipe do pesquisador trabalha para detectar alterações elétricas sutis no coração de cavalos de corrida. A meta é criar marcadores precoces capazes de apontar quais animais — e, por extensão, quais pessoas — correm maior risco de colapso súbito durante atividades físicas intensas.

Essa abordagem integra o conceito One Health, que vê a saúde humana, animal e ambiental como interligadas. Ao estudar equinos, cientistas podem avançar não só na cardiologia, mas também em áreas como saúde intestinal e resposta imunológica, pois cavalos apresentam sensibilidade elevada a estresse e inflamação, fatores cruciais para condições crônicas em humanos.

Para Jeevaratnam, separar medicina veterinária de medicina humana é um erro estratégico. Compartilhar dados e métodos entre especialidades reduz custos, acelera descobertas e pode impedir tragédias dentro e fora das pistas. A opinião é reforçada por entidades como One Health Commission, que propõe ações conjuntas contra doenças infecciosas e não transmissíveis.

Investir no bem-estar equino amplia a compreensão sobre prevenção de parada cardíaca súbita em atletas e população geral. Se sinais de risco forem identificados com antecedência, dispositivos como cardioversores-desfibriladores implantáveis — o mesmo que salvou Muamba — poderão ser indicados antes que um colapso aconteça.

Quer saber mais sobre como a pesquisa animal influencia nosso cotidiano? Visite a seção de Saúde e Bem Estar e acompanhe outras descobertas que podem proteger sua vida.

Crédito da imagem: @ascotracecourse/instagram/reprodução

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