Charles Kushner é convocado pela diplomacia francesa

Charles Kushner é convocado pela diplomacia francesa

Charles Kushner é convocado pela diplomacia francesa

Charles Kushner é convocado pela diplomacia francesa após ter acusado publicamente o governo de Emmanuel Macron de não combater o antissemitismo com a firmeza necessária. O embaixador dos Estados Unidos deve comparecer nesta segunda-feira (data local) ao Ministério para a Europa e Assuntos Exteriores, em Paris.

Acusações e reação imediata de Paris

Em carta divulgada no fim de semana, Kushner afirmou que “declarações públicas que censuram Israel” e gestos rumo ao reconhecimento de um Estado palestino “encorajam extremistas, alimentam a violência e colocam em risco a vida de judeus na França”. Ele pediu a Macron que aplicasse rigorosamente as leis de crimes de ódio, garantisse a segurança de escolas e sinagogas judaicas e abandonasse “qualquer medida que legitime o Hamas”.

A chancelaria francesa classificou as alegações como “inaceitáveis” e “contrárias ao dever de não interferir nos assuntos internos” do país. O episódio agrava um ano de atritos entre Paris e Washington, marcado por divergências sobre tarifas comerciais, manutenção de tropas da ONU no Líbano e, mais recentemente, o apoio à Ucrânia.

Quem é Charles Kushner

Nomeado em novembro passado pelo então presidente Donald Trump e confirmado pelo Senado norte-americano por 51 votos a 45, Kushner é pai de Jared Kushner, genro de Trump e ex-assessor da Casa Branca. Filho de sobreviventes do Holocausto, o empresário do setor imobiliário fundou a Kushner Companies e se apresenta como defensor do estreitamento dos laços entre França e EUA.

Em 2005, porém, ele foi condenado a dois anos de prisão após admitir 18 acusações de evasão fiscal e manipulação de testemunhas. O caso envolveu a contratação de uma prostituta para chantagear o cunhado, que colaborava com o Ministério Público. Em 2020, nos últimos dias de mandato, Trump concedeu-lhe perdão presidencial.

Contexto internacional

A discussão ocorre dias depois de Macron reafirmar a intenção de reconhecer oficialmente um Estado palestino — posição rechaçada por Israel e que, segundo Netanyahu, alimenta o antissemitismo. A França abriga a maior comunidade judaica da Europa, estimada em 500 mil pessoas, e cerca de 1% de sua população total.

O Departamento de Estado norte-americano manteve apoio às declarações de Kushner, enquanto a Casa Branca não se pronunciou até o momento. Já especialistas ouvidos pelo jornal Le Monde avaliam que o atrito pode complicar negociações bilaterais em andamento sobre comércio e defesa.

Para conhecer outras tensões internacionais recentes, leia também nossa cobertura em Notícias Brasil e Mundo. Continue acompanhando para entender como esse impasse diplomático pode evoluir.

Crédito da imagem: Global News

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