Colesterol alto em crianças acende alerta de especialistas

Colesterol alto em crianças acende alerta de especialistas

Colesterol alto em crianças acende alerta de especialistas

Colesterol alto em crianças acende alerta de especialistas porque, segundo pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de 2023, uma em cada quatro crianças e adolescentes brasileiros apresenta taxas elevadas dessa gordura no sangue, fator que eleva o risco de infarto e AVC na vida adulta.

Colesterol alto em crianças acende alerta de especialistas

A endocrinologista pediátrica Ruth Rocha Franco, do Instituto da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da USP, explica que o colesterol alto em crianças pode ter origem genética ou resultar de hábitos alimentares inadequados. Nos quadros mais graves, a hipercolesterolemia familiar faz o organismo produzir colesterol em excesso independentemente da dieta.

O levantamento da UFMG aponta que 19% dos menores analisados têm LDL, o chamado “colesterol ruim”, acima do recomendado. A combinação de obesidade infantil, consumo frequente de ultraprocessados, sedentarismo e uso de certos medicamentos potencializa o problema. Doenças como síndrome nefrótica, embora raras, também podem elevar os níveis de colesterol nessa faixa etária.

Exames precoces evitam complicações futuras

Detectar o colesterol alto precocemente é desafiador, já que a condição não provoca sintomas. Por isso, sociedades médicas recomendam medir o colesterol entre 2 e 8 anos em crianças com obesidade, diabetes ou histórico familiar de doenças cardiovasculares. Para as demais, o ideal é realizar o exame entre 9 e 12 anos, fase em que as taxas podem aumentar com o início da puberdade.

Diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia ressaltam que o controle precoce dos lipídios reduz significativamente a formação de placas de gordura nas artérias, prevenindo complicações na vida adulta.

Hábitos saudáveis são a principal barreira

Para conter o avanço do colesterol alto infantil, especialistas recomendam limitar alimentos ultraprocessados, como biscoitos recheados, frituras, refrigerantes e hambúrgueres, além de incentivar atividades físicas regulares e reduzir o tempo diante de telas. Em situações mais graves, a terapia medicamentosa pode ser necessária, sempre com acompanhamento médico.

“Pais e responsáveis devem ficar atentos, pois o acúmulo de gordura nas artérias pode começar cedo e só se manifestar décadas depois”, alerta Ruth Rocha Franco.

Manter uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras, é essencial. A prática de esportes ou brincadeiras ao ar livre por pelo menos 60 minutos diários ajuda a controlar peso, melhorar o perfil lipídico e fortalecer o sistema cardiovascular.

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Crédito da imagem: Nemes Laszlo/Shutterstock

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