Cometa Hale-Bopp: 18 meses de brilho inesquecível
Cometa Hale-Bopp permanece como o astro mais duradouro já observado a olho nu, visível por 18 meses entre 1996 e 1997. O feito ganha relevo neste mês em que dois novos visitantes, os cometas C/2025 A6 (Lemmon) e C/2025 R2 (SWAN), prometem algumas semanas de espetáculo celeste.
No dia 21, o Lemmon alcançará a maior aproximação da Terra, com magnitude prevista de 3,9 — suficiente para ser notado sem telescópio, embora apareça apenas como um ponto difuso. Dois dias antes, em 19 de outubro, o SWAN despontará nos céus. Ambos devem permanecer visíveis até meados de novembro, janela curta quando comparada ao recordista de quase um ano e meio.
Cometa Hale-Bopp: 18 meses de brilho inesquecível
A história do Hale-Bopp começou em 23 de julho de 1995. Naquela noite, o astrônomo profissional Alan Hale, no Novo México (EUA), identificou um objeto não catalogado próximo ao aglomerado Messier 70. Quase simultaneamente, o astrônomo amador Thomas Bopp, no Arizona, avistou o mesmo corpo e enviou um telegrama ao Centro de Descobertas Astronômicas de Harvard. O reconhecimento conjunto batizou o objeto de Hale-Bopp.
Com diâmetro aproximado de 60 km — cinco vezes maior que o asteroide relacionado à extinção dos dinossauros — o cometa manteve forte luminosidade desde a descoberta até depois do periélio, em 1º de abril de 1997. Segundo a NASA, ele só retornará por volta do ano 4380, o que torna os 569 dias de visibilidade uma oportunidade única na escala de uma vida.
Antes dele, o recorde pertencia ao cometa Flaugergues, observado por cerca de 260 dias em 1811. A maioria dos cometas aparece durante poucas semanas, período em que se aproximam do Sol (periélio) ou da Terra (perigeu). Muitos, mesmo em seu auge, só são detectáveis com instrumentos ópticos.
Cometas são compostos de gelo, rocha e poeira, restos da formação do Sistema Solar há 4,6 bilhões de anos. Dependendo do tempo de órbita, classificam-se em curto período (menos de 200 anos), longo período (mais de 200 anos) ou aparição única, quando seguem trajetórias que os expulsam do Sistema Solar. Detalhes adicionais sobre a natureza desses corpos estão reunidos pela NASA, referência internacional em pesquisa espacial.

Imagem: Mark Wloch via Spaceweather.com
No curto prazo, Lemmon e SWAN oferecem uma amostra de como esses objetos podem surpreender observadores. Embora nenhum deva igualar o espetáculo do Hale-Bopp, ambos reforçam a importância de céu limpo e pouca poluição luminosa para quem deseja registrar fenômenos astronômicos.
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Crédito da imagem: ESO/E. Slawik
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