Como funciona um míssil? Principais tipos e sistemas
Como funciona um míssil? Principais tipos e sistemas
Como funciona um míssil? A resposta envolve quatro sistemas – propulsão, orientação, controle e ogiva – que permitem a essas armas percorrer grandes distâncias e acertar alvos com precisão milimétrica.
Sistema de propulsão: o motor do míssil
Motores de combustível sólido dominam os arsenais modernos por serem mais estáveis e fáceis de armazenar, enquanto combustíveis líquidos oferecem maior potência, porém exigem logística complexa. Para voos prolongados, alguns modelos adotam turbojato ou ramjet, garantindo velocidade de cruzeiro sustentada.
Orientação e controle: chegar exatamente onde se quer
GPS, radar ativo ou passivo, laser e sensores infravermelhos são as principais tecnologias que “enxergam” o alvo. Durante o voo, sistemas de controle ajustam pequenos lemes e jatos laterais, corrigindo a rota em tempo real. A enciclopédia Britannica explica que esse refinamento aumentou a precisão a menos de dez metros em modelos recentes.
Tipos de míssil e suas finalidades
Balísticos – Lançados em trajetória parabólica, atravessam a atmosfera e podem percorrer até 15 000 km (ICBM). Modelos de médio (MRBM) e curto alcance (SRBM) completam a categoria.
Cruzeiro – Voam baixo e constante, driblando radares. Exemplos famosos incluem Tomahawk (EUA) e Kalibr (Rússia).
Superfície-ar – Patriot, S-400 e Iron Dome interceptam aeronaves ou mísseis inimigos em pleno voo.
Antitanque – Lançados do ombro, como Javelin e Kornet, atingem pontos vulneráveis de blindados.
Ar-ar – AIM-9 Sidewinder e R-73 dependem de alta manobrabilidade para dominar combates aéreos.

Imagem: Departamento de Defesa dos EUA
Antinavio – Exocet e BrahMos voam rente ao mar; alguns já atingem velocidades supersônicas.
Hipersônicos – Acima de Mach 5, representam o futuro estratégico por combinar velocidade extrema e manobras evasivas. Rússia, China e EUA conduzem os testes mais avançados.
Foguete x míssil: entenda a diferença
Todo míssil é um foguete, mas o inverso não é verdadeiro. Foguetes seguem rota fixa após o disparo; mísseis possuem orientação ativa, ajustando a trajetória até o impacto.
O que vem a seguir
Mísseis equipados com inteligência artificial prometem escolher alvos automaticamente e atuar em enxames, enquanto escudos antimísseis recebem investimentos bilionários para detectar e interceptar ameaças em segundos.
Quer continuar por dentro das inovações que moldam o campo de batalha? Visite nossa editoria de Ciência e Tecnologia e acompanhe as próximas descobertas.
Crédito da imagem: Departamento de Defesa dos EUA

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.