CPI do INSS investigará apoio político em desvios fraudados

CPI do INSS investigará apoio político em desvios fraudados

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CPI do INSS investigará apoio político em desvios fraudados a partir do rastreamento da movimentação financeira de aposentadorias e pensões, declarou o relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL) poucas horas após assumir o posto na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.

CPI do INSS investigará apoio político em desvios fraudados

Gaspar foi escolhido numa articulação de última hora que superou indicações dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele trabalhará ao lado do senador Carlos Viana (Pode-MG), responsável pela presidência da comissão.

O relator afirmou que a prioridade será “seguir a trilha do dinheiro” para identificar associações e parlamentares envolvidos no esquema. “Esse pessoal não desviaria recursos sem apoio político”, disse, assegurando que a investigação não terá viés partidário. Segundo ele, qualquer governo – seja Lula, Bolsonaro ou Temer – poderá ser alcançado, caso surjam indícios.

Além de requisitar documentos produzidos pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, a CPMI pretende quebrar sigilos bancário e fiscal de suspeitos. Gaspar reconhece que a medida “contrariará interesses”, mas considera inevitável para esclarecer a cadeia de comando das fraudes.

Questionado sobre convocações, o deputado defendeu ouvir José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vice-presidente de uma das entidades investigadas. Também citou o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi e o lobista conhecido como “careca do INSS” entre os nomes sugeridos antes de assumir a relatoria. A lista final, porém, será definida pelo colegiado.

Gaspar, que se define “de direita com orgulho”, prometeu atuação técnica. “Sou promotor aposentado, fui secretário de Segurança e cheguei ao Congresso com ficha limpa. Não passarei a mão na cabeça de ninguém”, declarou.

A comissão discutirá ainda a possibilidade de propor ressarcimento em dobro aos aposentados lesados. Para o relator, devolver o dinheiro é “obrigatório”, restando avaliar a melhor forma de compensação.

Aos 55 anos, Alfredo Gaspar está no primeiro mandato como deputado federal e é cotado para disputar o Senado em 2026. Natural de Maceió, foi promotor de Justiça, procurador-geral e secretário de Segurança de Alagoas, acumulando sete anos à frente do combate ao crime organizado no estado.

Com a promessa de transparência, a CPMI tenta evitar acusações de direcionamento político e busca apoio de governistas e oposicionistas para avançar nas apurações.

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Crédito da imagem: Folhapress

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