Defesa do Ártico: Canadá reforça parceria com a Otan
Defesa do Ártico: Canadá reforça parceria com a Otan
Defesa do Ártico: Canadá reforça parceria com a Otan ganha prioridade após a ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, afirmar que o governo “não deixará pedra sobre pedra” para proteger a soberania do extremo norte do país.
Cooperação com países nórdicos
Em Helsinque, Anand reuniu-se nesta segunda-feira (10) com chanceleres de nações nórdicas para discutir segurança no Ártico. Segundo a ministra, a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022, alterou o equilíbrio geopolítico e exige que a Otan amplie sua atenção para o oeste e o norte.
“Estamos observando maior trânsito na Passagem Noroeste e a instalação de infraestrutura russa cada vez mais ao norte do Círculo Polar”, relatou Anand. “Nosso foco é garantir a defesa da soberania canadense.”
Repercussão internacional e guerra na Ucrânia
As declarações ocorreram no mesmo dia em que líderes europeus, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, debatiam na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caminhos para encerrar o conflito que já dura mais de uma década. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, participou virtualmente de conversas preliminares, mas não esteve presente em Washington.
Anand reiterou a posição de Ottawa: “Qualquer decisão sobre o futuro da Ucrânia cabe exclusivamente aos ucranianos. Não há ambiguidades quanto a isso”. A ministra evitou comentar se o país apoia a adesão de Kiev à Otan, reforçando que a escolha “é do governo ucraniano”.
Economia, minerais críticos e segurança
A representante canadense explicou que a integração com a região nórdica envolve dimensões econômicas e militares. “Projetos antes vistos como apenas econômicos agora são também estratégicos: nossos minerais críticos estão diretamente ligados à segurança nacional”, afirmou.

Imagem: Dylan Roberts The Canad
Para justificar a urgência de novos investimentos em defesa, Anand apontou que a proteção de rotas marítimas no Ártico, ricas em recursos naturais, tornou-se vital. O tema é acompanhado de perto pela Organização do Tratado do Atlântico Norte, que estuda formas de ampliar sua presença na região.
No Canadá, o debate avança no Parlamento, enquanto analistas defendem maior integração entre infraestrutura civil e militar para responder a potenciais ameaças russas.
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Crédito da imagem: Global News

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