Denúncia de Felca revela exploração infantil online
Denúncia de Felca revela exploração infantil online
Denúncia de Felca revela exploração infantil online ganhou repercussão nacional ao expor a sexualização de menores nas redes sociais e a atuação de algoritmos que impulsionam esse material, colocando crianças em situação de risco.
Vídeo rompeu padrão e escancarou problema sistêmico
Felipe Bressanim Pereira, o Felca, conhecido por vídeos de humor, surpreendeu ao publicar no início de agosto o vídeo “Adultização”. Nele, o youtuber detalha como criadores de conteúdo, entre eles o influenciador Hytalo Santos, utilizam imagens de crianças e adolescentes em contextos sensuais para obter engajamento e lucro. A repercussão foi imediata e resultou na derrubada de perfis de Santos e em sua prisão preventiva.
Algoritmos amplificam conteúdo sexualizado
Felca batizou de “Algoritmo P” o mecanismo que, segundo ele, aprende com curtidas e visualizações e passa a recomendar massivamente vídeos com menores em contextos adultizados. O processo cria um ciclo de reforço que atrai comunidades criminosas, tornando difícil a remoção do material.
Linguagem cifrada dribla a moderação
O youtuber também revelou um vocabulário codificado usado por pedófilos para escapar dos filtros das plataformas, combinando siglas, emojis e links encurtados. A prática prolonga a permanência de conteúdos abusivos on-line.
Leis existem, mas fiscalização ainda é falha
Embora a legislação brasileira criminalize a divulgação de pornografia infantil, a moderação nas redes permanece limitada. Plataformas sediadas fora do país dificultam a aplicação das normas e concentram esforços em combater fake news e discurso de ódio, deixando a proteção infantil em segundo plano.
Pressão por regulação cresce
A repercussão do caso reacendeu o debate sobre iniciativas como o PL das Fake News e propostas que exijam transparência dos algoritmos. Modelos europeus, que impõem multas pesadas a empresas que falham em proteger menores, são citados como referência. De acordo com dados da UNICEF, milhões de crianças sofrem exploração on-line todos os anos, reforçando a urgência de medidas mais robustas.

Imagem: Reprodução
Especialistas defendem que regulação, tecnologia avançada de detecção e educação digital caminhem juntas para reduzir a exposição de crianças a conteúdos sexualizados e enfraquecer redes criminosas.
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Crédito da imagem: Reprodução/YouTube

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.