Diagnóstico com IA requer supervisão médica, alertam médicos
Diagnóstico com IA requer supervisão médica, alertam médicos
Diagnóstico com IA requer supervisão médica, alertam médicos porque, apesar da linguagem segura e da precisão aparente dos algoritmos, erros sem acompanhamento clínico podem atrasar tratamentos e agravar doenças.
Diagnóstico com IA requer supervisão médica, alertam médicos
Riscos de confiar apenas em sistemas automáticos
A busca por respostas rápidas migrou do Google para chats de inteligência artificial. No entanto, especialistas observam que o diagnóstico com IA carece de histórico clínico, exame físico e contexto humano. Sem esses elementos, a chance de erro cresce, sobretudo em casos raros ou de apresentação atípica.
O médico emergencista Yuri Castro, da Santa Casa de São Joaquim da Barra (SP), destaca que a origem dos dados utilizados pelos modelos nem sempre é rastreável. “Não saber de onde vem a informação torna a resposta ainda mais perigosa, pois há muitos conteúdos imprecisos na internet”, afirma.
Segundo Castro, o maior problema surge quando o paciente adia a consulta presencial, confiando em orientações automatizadas. Em doenças graves, perder tempo é fator determinante para reduzir taxas de cura.
Avanços e limitações dos algoritmos
A especialista em inteligência artificial Victoria Luz reconhece que, em tarefas específicas, como detecção de nódulos pulmonares na radiologia, algoritmos de deep learning já superam 90% de acerto, ultrapassando a performance de médicos experientes. Contudo, em perguntas abertas de medicina, menos da metade das respostas geradas são plenamente corretas.
Victoria explica que a IA falha principalmente quando nuances culturais, sociais ou múltiplas patologias interferem no quadro clínico. “Em contextos complexos, os sistemas erram com frequência”, reforça.
Critérios para identificar ferramentas seguras
Para reduzir riscos, os especialistas recomendam verificar três pilares antes de usar qualquer plataforma de diagnóstico com IA: fonte do conhecimento, propósito do sistema e salvaguardas. Bancos de dados revisados por profissionais de saúde, estudos clínicos publicados e transparência algorítmica são sinais de confiabilidade.

Imagem: Internet
Órgãos regulatórios, como a Organização Mundial da Saúde, publicam diretrizes que ajudam a avaliar se a ferramenta segue boas práticas. Além disso, sistemas responsáveis assumem limitações e indicam claramente quando não conseguem fornecer resposta precisa.
A IA pode atuar como apoio na checagem de doses de medicamentos ou na organização de prontuários, mas não deve substituir a consulta presencial. “Um diagnóstico errado implica atraso no início do tratamento”, alerta Castro.
Em resumo, avanços tecnológicos já auxiliam a medicina, mas o diagnóstico com IA só é seguro quando complementado pela avaliação de um profissional de saúde. Para continuar informado sobre tecnologia e bem-estar, visite nossa editoria de Saúde e Bem Estar e acompanhe as novidades.
Crédito da imagem: Getty Images

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.