Dinamarca convoca diplomata dos EUA por operações na Groenlândia
Dinamarca convoca diplomata dos EUA por operações na Groenlândia
Dinamarca convoca diplomata dos EUA após reportagem indicar que cidadãos americanos teriam atuado secretamente na Groenlândia para estimular a separação do território do Reino da Dinamarca e aproximá-lo dos Estados Unidos.
Dinamarca convoca diplomata dos EUA por operações na Groenlândia
O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, chamou o encarregado de negócios dos Estados Unidos em Copenhague, Mark Stroh, na quarta-feira (12), para exigir explicações sobre supostas operações de influência identificadas pela emissora pública DR. Fontes ouvidas pelo canal afirmam que norte-americanos viajaram a Nuuk, capital groenlandesa, para montar uma lista de moradores favoráveis à independência e, em seguida, recrutá-los para um movimento de secessão.
Em nota enviada à imprensa, Rasmussen classificou como “inaceitável” qualquer tentativa de interferir nos assuntos internos do Reino. O Departamento de Estado dos EUA confirmou a reunião e descreveu o encontro como “produtivo”, reiterando os “fortes laços” entre Dinamarca, Groenlândia e Estados Unidos. A pasta, porém, disse não poder comentar “as ações de cidadãos privados” na ilha.
Relatório recente do Serviço de Inteligência da Dinamarca (PET) alertou que a Groenlândia vem sendo alvo de “diversas campanhas de influência”, cujo objetivo seria criar discórdia entre Copenhague e o governo autônomo groenlandês. Segundo o PET, esses esforços podem usar agentes físicos ou desinformação digital para explorar “desavenças existentes ou inventadas”.
Desde 2019, o ex-presidente Donald Trump manifestou interesse em anexar a Groenlândia, chegando a afirmar neste ano que não descarta “tomá-la pela força”. Em visita à ilha em março, o vice-presidente JD Vance criticou Copenhague por supostamente “investir pouco” no território.
A Groenlândia possui autogoverno desde 1979, mas defesa e política externa continuam sob responsabilidade dinamarquesa. Embora a maioria dos partidos locais defenda a independência, pesquisas indicam que os habitantes rejeitam a ideia de se tornar parte dos Estados Unidos.

Imagem: Internet
Analistas, como Jens Ladefoged Mortensen, da Universidade de Copenhague, consideram a convocação de Stroh um “cartão amarelo diplomático” inédito nas relações bilaterais. O episódio também ocorre diante de tensão comercial: a dinamarquesa Ørsted enfrenta ordem de paralisação de um parque eólico nos EUA, decisão que derrubou as ações da companhia nesta semana.
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Crédito da imagem: Getty Images

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