Endometriose: mulher espera 20 anos por diagnóstico correto
Endometriose: mulher espera 20 anos por diagnóstico correto
Endometriose: mulher espera 20 anos por diagnóstico correto é o relato de Lalá Mesquita, 43 anos, que conviveu com cólicas incapacitantes desde a adolescência e só recebeu confirmação da doença após duas décadas de buscas médicas.
Endometriose: mulher espera 20 anos por diagnóstico correto
As primeiras menstruações trouxeram dores intensas, cansaço profundo e desconforto nas pernas. Mãe de três filhos — Isabella, Valentina e David — Lalá sentia alívio apenas durante as gestações, quando o ciclo era interrompido. Fora delas, as crises se estendiam por mais de 20 dias ao mês, obrigando ao uso constante de analgésicos e anti-inflamatórios.
Após a última gravidez, a dor passou a anteceder o ciclo menstrual, persistir durante todo o período e continuar depois do sangramento. Compressas quentes, repouso e a resposta “é normal” tornaram-se rotina nos consultórios. A virada ocorreu em um exame ginecológico de rotina, que identificou um endometrioma no ovário. Mesmo com o achado, o médico receitou apenas anticoncepcional e antidepressivo.
Pesquisando por conta própria e conversando com uma amiga, Lalá reconheceu que os sintomas coincidiam com endometriose. Procurou um especialista e recebeu o diagnóstico definitivo: endometriose profunda grau 4, estágio avançado caracterizado pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, atingindo ovários e intestino.
A paciente foi submetida a duas cirurgias para retirada dos focos da doença, o que reduziu drasticamente a dor. Embora sem cura, o tratamento devolveu qualidade de vida: hoje, o desconforto ocorre apenas em poucos dias do mês e com menor intensidade. A reabilitação inclui ajustes alimentares para reduzir inflamação, atividade física regular, acupuntura, osteopatia e acompanhamento psicológico.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de brasileiras podem conviver com a endometriose, muitas sem diagnóstico. Os principais sintomas incluem dismenorreia intensa, dor pélvica crônica, dispareunia e infertilidade. O diagnóstico definitivo costuma ser feito por laparoscopia, e a demora no reconhecimento agrava o impacto na saúde mental, vida sexual e produtividade.

Imagem: Internet
Ao compartilhar seu caso nas redes sociais, Lalá defende mais escuta à dor feminina: “Se homens tivessem endometriose, o diagnóstico não levaria anos”, escreveu. A história reforça a importância de atenção aos sinais e de procurar um especialista diante de cólicas incapacitantes.
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Crédito da imagem: Reprodução / redes sociais

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Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.