EUA negam vistos a palestinos para Assembleia da ONU

EUA negam vistos a palestinos para Assembleia da ONU

EUA negam vistos a palestinos para Assembleia da ONU

EUA negam vistos a palestinos para Assembleia da ONU e planejam revogar permissões já emitidas, impedindo a participação de autoridades da Autoridade Palestina (AP) e da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) no encontro em Nova York, marcado para o próximo mês.

Medida inédita desafia acordo da sede da ONU

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a decisão decorre do que classificou como “minar os esforços de paz” e buscar “reconhecimento unilateral de um Estado palestino conjectural”. Embora os Estados Unidos, como país-sede, normalmente facilitem a entrada de representantes estrangeiros, a nova postura contraria o Acordo da Sede de 1947, que garante livre acesso de delegações à sede da Organização das Nações Unidas “independentemente das relações” com Washington.

França, Reino Unido, Canadá e Austrália pretendem apresentar resolução para reconhecer a Palestina como Estado observador pleno durante a 79ª Assembleia Geral. O governo de Joe Biden, alinhado a Israel, rejeita a proposta, reforçando a posição do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contra a solução de dois Estados.

Reações internacionais e impacto diplomático

O porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, declarou que o assunto será discutido com o Departamento de Estado e manifestou esperança de que “todos os observadores permanentes” participem do evento, que incluirá debate específico sobre a criação do Estado palestino. Já o gabinete do presidente palestino, Mahmoud Abbas, classificou a medida como “clara violação do direito internacional” e exigiu sua revisão.

Rubio vinculou a reversão da política a condições como repúdio explícito ao ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, fim da “incitação ao terrorismo” em materiais didáticos e interrupção de processos contra Israel em cortes internacionais. Até o momento, não está claro se Abbas insistirá em viajar a Nova York diante do possível bloqueio.

Contexto do conflito e números atuais

Desde o ataque coordenado pelo Hamas, que deixou 1.200 mortos e 251 sequestrados no sul de Israel, as Forças de Defesa Israelenses conduzem ofensiva na Faixa de Gaza. Segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, mais de 63 mil pessoas morreram desde então. Enquanto Gaza é governada pelo Hamas, a Cisjordânia permanece sob administração da Fatah, mas ambas respondem formalmente à AP liderada por Abbas.

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Imagem: Internet

Com 147 dos 193 Estados-membros da ONU reconhecendo a Palestina, analistas apontam que o reconhecimento em Nova York teria caráter simbólico, pois questões de fronteiras, Jerusalém Oriental e assentamentos israelenses seguem sem resolução.

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Crédito da imagem: Getty Images

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