EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada

EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada

EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte infiltrada

EUA sancionam rede de TI da Coreia do Norte depois de identificar o uso de falsos profissionais remotos para captar recursos que, segundo Washington, alimentam programas de armas de destruição em massa de Pyongyang.

Esquema envolvia criptomoedas e empresas de fachada

De acordo com o Departamento do Tesouro norte-americano, milhares de trabalhadores de TI do regime foram enviados a hubs como China e Rússia com documentos falsificados. Contratados por companhias de setores como tecnologia e finanças, eles repassavam parte dos salários a órgãos militares da Coreia do Norte.

A operação já era monitorada desde sanções anteriores contra a Chinyong Information Technology Cooperation Company, subordinada ao Ministério da Defesa norte-coreano. A nova rodada atinge o cidadão russo Vitaliy Sergeyevich Andreyev, o diplomata Kim Ung Sun e as empresas Shenyang Geumpungri Network Technology (China) e Korea Sinjin Trading Corporation.

Lavagem de dinheiro somou mais de US$ 1 milhão

Investigação detalhada pela empresa de análise de blockchain BleepingComputer mostra que Andreyev converteu quase US$ 600 mil em criptomoedas para dinheiro fiduciário desde dezembro de 2024, em parceria com Kim Ung Sun. Endereços de Bitcoin associados aos envolvidos funcionavam como contas de depósito em corretoras tradicionais, ocultando a origem dos recursos por meio de mixers, pontes entre blockchains e protocolos DeFi.

Já a Shenyang, descrita como fachada da Chinyong, teria acumulado mais de US$ 1 milhão em lucros desde 2021, valor direcionado à própria Chinyong e à Korea Sinjin Trading Corporation. Documentos oficiais indicam que ambas receberam instruções governamentais sobre onde alocar os profissionais e como redirecionar seus proventos.

Bloqueio de ativos e alerta global

Com as sanções, todos os bens das pessoas e entidades listadas nos Estados Unidos — ou sob controle de cidadãos norte-americanos — estão congelados. Qualquer transação que envolva esses alvos passa a ser proibida. O Tesouro também advertiu bancos estrangeiros: facilitação de pagamentos pode acarretar sanções secundárias, ampliando o isolamento financeiro da rede.

Em nota conjunta, Estados Unidos, Japão e República da Coreia afirmaram que a medida busca pressionar Pyongyang a cessar atividades que violem resoluções do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo declarado é cortar fontes de receita, não punir trabalhadores individuais, mas limitar a capacidade do regime de financiar programas bélicos.

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Crédito da imagem: Jorge Franganillo/Flickr

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