Farinha da felicidade: benefícios, riscos e orientações

Farinha da felicidade: benefícios, riscos e orientações

Farinha da felicidade: benefícios, riscos e orientações

Farinha da felicidade: benefícios, riscos e orientações ganha espaço nas redes como mistura de linhaça, chia, aveia, psyllium, banana verde e maca peruana, anunciada como solução para emagrecer, controlar diabetes e acelerar o metabolismo.

O que há de nutritivo na mistura

Segundo a nutricionista Beatriz Campos, alguns componentes justificam o interesse popular. Sementes como linhaça e chia fornecem ômega-3 e fibras, enquanto aveia, psyllium e banana verde oferecem fibras solúveis que equilibram o trânsito intestinal e alimentam a microbiota.

Oleaginosas, a exemplo de amêndoas e gergelim, acrescentam gorduras insaturadas que auxiliam na redução do colesterol. Já beterraba e ora-pro-nóbis reforçam a defesa do organismo com vitaminas, polifenóis e carotenoides. A maca peruana, presente em várias receitas, é associada ao aumento de energia, vitalidade e libido.

Por que a farinha não faz milagres

Apesar dos nutrientes, especialistas ressaltam que não existe comprovação científica de efeitos rápidos para perda de peso ou tratamento de doenças. Para o nutricionista Matheus Motta, a rotina alimentar equilibrada e a prática regular de exercícios continuam sendo as principais estratégias de controle de peso.

Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam que dietas ricas em frutas, verduras, grãos integrais e atividade física consistente são mais eficazes do que qualquer fórmula isolada.

Riscos e contraindicações

O consumo exagerado da “farinha da felicidade” pode provocar gases, distensão abdominal e desequilíbrio nutricional. Campos alerta que pessoas com alergia a sementes, intolerância ao glúten ou histórico de cálculos renais devem avaliar a inclusão do produto com um profissional, principalmente por causa do alto teor de oxalato presente em ingredientes como a chia.

Indivíduos com doenças renais, distúrbios hormonais ou outras condições crônicas também necessitam de orientação específica, pois cada organismo reage de forma distinta às concentrações elevadas de fibras e compostos bioativos.

Farinha da felicidade: benefícios, riscos e orientações - Imagem do artigo original

Imagem: várias publicações científicas pela

Como usar de forma segura

Para quem deseja experimentar, a recomendação é limitar o consumo a uma ou duas colheres de sopa por dia, adicionadas a frutas, iogurtes ou preparações integrais, sempre acompanhadas de hidratação adequada. Ajustar a quantidade conforme a tolerância individual ajuda a evitar desconfortos digestivos.

Campos destaca que a composição da mistura pode variar. Portanto, verificar rótulos, evitar aditivos desnecessários e priorizar ingredientes de procedência confiável são passos essenciais.

No fim das contas, a “farinha da felicidade” pode complementar a dieta, mas não substitui hábitos consistentes de alimentação balanceada, exercícios e sono de qualidade. Para outros conteúdos sobre nutrição e qualidade de vida, visite nossa editoria de Saúde e Bem-Estar e continue informado.

Crédito da imagem: Janine Lamontagne/Getty Images

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