Filho da princesa da Noruega é acusado de 32 crimes graves

Filho da princesa da Noruega é acusado de 32 crimes graves

Filho da princesa da Noruega é acusado de 32 crimes graves

Filho da princesa da Noruega é acusado de 32 crimes graves em um processo que inclui estupro, ameaças de morte e infrações de trânsito, segundo o Ministério Público de Oslo.

Acusações e possíveis penas

Marius Borg Høiby, de 27 anos, primogênito da princesa herdeira Mette-Marit e enteado do príncipe Haakon, foi formalmente indiciado após ser detido em novembro de 2024. A promotoria, chefiada por Sturla Henriksbø, relaciona 32 ocorrências: uma acusação de estupro, abuso em relacionamento íntimo contra uma ex-companheira, violência contra outra pessoa, ameaças de morte e diversas violações de trânsito. Caso seja considerado culpado, ele pode receber pena de até 10 anos de prisão.

Henriksbø frisou que “atos tão graves deixam marcas permanentes e destroem vidas” e destacou que laços com a família real não influenciarão o julgamento. Detalhes sobre a denúncia inicial, divulgados pela rede CNN, apontam que a vítima do suposto estupro é uma mulher na casa dos 20 anos que não conhecia Høiby antes do episódio.

Resposta da defesa e situação processual

Os advogados de Høiby afirmam que ele “leva as acusações a sério”, mas nega a maioria dos fatos, sobretudo os de natureza sexual e violenta. Apesar da gravidade, o acusado permanece em liberdade até o início do julgamento, previsto para meados de janeiro, com duração estimada de seis semanas.

Documentos judiciais revelam que, antes da denúncia de estupro, Høiby já enfrentava imputações por abuso em relacionamento, descumprimento de medida protetiva e condução sem habilitação. Em agosto de 2024, foi detido após a polícia encontrar uma faca cravada na parede do quarto de uma ex-namorada. À época, ele atribuiu o comportamento ao consumo de álcool, cocaína e a “transtornos mentais não tratados”.

Posição da família real e próximos passos

O Palácio Real declarou confiar no trabalho do Judiciário e não pretende intervir. Em entrevista à TV estatal NRK, o príncipe Haakon disse estar “preocupado com o bem-estar de Marius” e ressaltou a importância de apoio profissional ao enteado.

O tribunal de Oslo decidirá, ainda neste mês, a data exata da audiência inaugural. Enquanto isso, a opinião pública norueguesa acompanha atentamente um caso que pressiona a imagem da monarquia e pode estabelecer precedentes para processos envolvendo parentes sem título oficial.

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Crédito da imagem: Global News

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