Fracasso da Apple pode ser caminho para nova inovação
Fracasso da Apple pode ser caminho para nova inovação
Fracasso da Apple pode ser caminho para nova inovação — Especialistas avaliam que, diante da crítica recorrente à falta de novidades, a Apple precisaria encarar um grande revés para recuperar o ímpeto criativo que marcou a era Steve Jobs.
Fracasso da Apple pode ser caminho para nova inovação
O debate ganhou força após o desempenho tímido do Apple Vision Pro. Lançado a US$ 3.500, o headset somou cerca de 450 mil unidades vendidas em nove meses, frente a 1,4 milhão do iPhone em seu primeiro ano. A produção foi interrompida no início de 2025, sinalizando que nem a própria empresa encontrou um uso capaz de convencer consumidores e desenvolvedores.
A comparação com o passado reforça a percepção de estagnação. Entre 2007 e 2011, eventos como a Macworld apresentaram iPhone, iTunes e iPod Mini, guiados pelas icônicas “Stevenotes”. Desde a morte de Jobs, em 2011, o salto geracional mais marcante ocorreu em 2017, com o iPhone X: tela OLED quase sem bordas, Face ID e recarga por indução. De lá para cá, mudanças se resumem a ajustes de desempenho ou câmera, enquanto o notch virou a Dynamic Island.
Para analistas, um fracasso no próprio iPhone — responsável por 52 % da receita — poderia repetir o que a Nintendo viveu com o Wii U. O console naufragou, mas forçou a companhia a repensar sua estratégia e culminou no sucesso do Switch em 2017. A história da Nokia, que liderou os anos 1990 e quase desapareceu ao ignorar o Android, serve de alerta adicional.
Além da falta de risco, pesa o status de lifestyle. Ter iPhone, Apple Watch e AirPods virou símbolo social, e o ecossistema fechado cria barreiras de saída. Essa fidelidade dificulta a queda abrupta de vendas que, segundo especialistas, obrigaria Cupertino a ousar de novo.
Mesmo com o recuo do Vision Pro, a Apple mantém margem de lucro saudável. Relatório da Reuters mostra receita recorde de serviços, compensando a leve baixa no setor de hardware. O temor é que a companhia interprete esses números como sinal de que mudanças drásticas não são necessárias.

Imagem: Internet
Em síntese, críticos acreditam que apenas um insucesso relevante no iPhone faria a Apple revisitar a filosofia de “inventar o amanhã”. Até lá, consumidores podem continuar recebendo modelos anuais mais rápidos, porém pouco revolucionários.
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Crédito da imagem: TecMundo

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