Golpe Polícia Federal: criminosos pedem transferências

Golpe Polícia Federal: criminosos pedem transferências

Golpe Polícia Federal: criminosos pedem transferências

Golpe Polícia Federal preocupa autoridades após criminosos usarem aplicativos de mensagem para se passar por agentes e exigir transferências bancárias de vítimas em todo o país.

Golpe Polícia Federal: criminosos pedem transferências

A Polícia Federal (PF) foi novamente utilizada como fachada em um esquema que se espalha por ligações e chamadas de vídeo. Em uma das ocorrências, uma recém-aposentada de 58 anos recebeu contatos diários durante uma semana e, em uma videoconferência de cinco horas, foi convencida de que prestava depoimento oficial.

De acordo com o Jornal Nacional, os golpistas tinham dados pessoais — nome completo, CPF e endereço — para dar credibilidade ao falso inquérito de lavagem de dinheiro ou tráfico de drogas. Usando documentos falsos com o brasão da República, alegaram sigilo absoluto e solicitaram que a vítima transferisse valores para supostas “contas de vigilância” do Banco Central.

Perdas de até R$ 1,5 milhão

No primeiro momento, a mulher repassou R$ 10 mil, valor devolvido em seguida para reforçar a confiança. Logo depois, o grupo exigiu novos depósitos que totalizaram R$ 580 mil e desapareceu. “É o dinheiro de toda a minha vida”, afirmou a vítima.

Casos semelhantes foram registrados em Jundiaí (SP), onde outra mulher transferiu mais de R$ 1,5 milhão, e em Iperó (SP), com prejuízo superior a R$ 40 mil. Todos os valores foram enviados para a mesma conta vinculada à empresa WFG One Financeira, cuja sede declarada na capital paulista não consta na Junta Comercial.

O que diz a Polícia Federal

A PF esclareceu que não solicita depósitos ou documentos por aplicativos. Intimações legítimas podem ocorrer por telefone, mas apenas para agendar comparecimento presencial ou sala virtual. “Não pedimos valores em nenhuma circunstância”, reforçou Alberto Neto, corregedor da PF em São Paulo. Até o momento, a Polícia Civil paulista já identificou ao menos 20 vítimas e mantém inquéritos abertos para localizar os responsáveis.

Como se proteger

Especialistas recomendam desconfiar de pedidos de dinheiro, confirmar números oficiais da PF no portal gov.br/pf e nunca compartilhar dados bancários durante ligações não solicitadas. Em caso de suspeita, a orientação é registrar boletim de ocorrência imediatamente.

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Crédito da imagem: Rmcarvalho/iStock

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