GWM inaugura fábrica em Iracemápolis com peças importadas
GWM inaugura fábrica em Iracemápolis com peças importadas
GWM inaugura fábrica em Iracemápolis com peças importadas nesta sexta-feira (15), marcando a segunda grande instalação de uma montadora chinesa no Brasil e reforçando a estratégia de montar veículos a partir de componentes trazidos da China.
GWM inaugura fábrica em Iracemápolis com peças importadas
A planta, instalada no antigo complexo da Mercedes-Benz, recebeu investimento previsto de R$ 10 bilhões para os próximos dez anos. Inicialmente, a montadora já emprega 600 pessoas e pretende chegar a 1 000 funcionários até o fim de 2025. A capacidade produtiva começa em 30 mil carros por ano, com projeção de 50 mil unidades em três anos.
O diretor de produção Marcio Alfonso explica que o processo, batizado de “peça por peça”, traz atualmente cerca de 60 componentes do exterior. Entre eles estão itens de vedação, pintura, solda e módulos do sistema de assistência ao motorista (ADAS). A meta é atingir 60% de conteúdo nacional até 2026, quando motores, inversores e módulos eletrônicos deverão ser produzidos localmente.
O primeiro veículo a sair da linha paulista será o SUV híbrido Haval H6. Na sequência entram a picape Poer P30 e o SUV de sete lugares Haval H9, todos equipados com motorizações híbridas ou turbodiesel, conforme o caso. A produção dos três modelos está programada para começar em agosto.
Além da fábrica, a GWM erguerá seu primeiro centro de pesquisa na América Latina, com 60 técnicos e engenheiros focados no desenvolvimento de motores híbridos flex e na adaptação dos veículos ao gosto do consumidor brasileiro.
Modelo replica tendência entre montadoras chinesas
A adoção de componentes importados não é exclusiva da GWM. A BYD iniciou operação semelhante em julho, em Camaçari (BA), com capacidade para 150 mil carros anuais. Outras fabricantes, como GAC, Geely e Chery, também planejam ou já executam montagens no País utilizando peças pré-fabricadas, estratégia que reduz custos e acelera a entrada no mercado.

Imagem: divulgação
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a nacionalização de conteúdo é essencial para que as montadoras aproveitem incentivos fiscais e reduzam o impacto cambial na produção.
Com a nova planta, a GWM se posiciona para disputar segmentos de SUVs médios, grandes e picapes, oferecendo opções híbridas plug-in com autonomia elétrica de até 113 km, além de motores turbodiesel de até 184 cv e câmbio automático de nove marchas.
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Crédito da imagem: Divulgação/GWM

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
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