Hamas aceita cessar-fogo em Gaza proposto por Egito e Catar

Hamas aceita cessar-fogo em Gaza proposto por Egito e Catar

Hamas aceita cessar-fogo em Gaza proposto por Egito e Catar

Hamas aceita cessar-fogo em Gaza proposto por Egito e Catar depois de receber um plano que prevê 60 dias de trégua, libertação parcial de reféns israelenses e tratativas para uma pausa permanente dos combates.

Hamas aceita cessar-fogo em Gaza proposto por Egito e Catar

Uma fonte do grupo palestino informou à BBC que a resposta escrita foi entregue aos mediadores sem emendas. O texto retoma a estrutura apresentada em junho pelo enviado norte-americano Steve Witkoff: libertação de cerca de metade dos 50 reféns ainda detidos — incluindo 20 considerados vivos — em duas etapas durante o cessar-fogo inicial de dois meses, seguida de negociações para encerrar a guerra.

A posição oficial de Israel permanece incerta. Na semana passada, o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que só aceita um acordo que devolva todos os sequestrados de uma só vez. Em vídeo divulgado após a notícia, Netanyahu não comentou a proposta diretamente, mas afirmou que “Hamas está sob enorme pressão”.

No front militar, o chefe do Estado-Maior israelense, tenente-general Eyal Zamir, afirmou que o conflito de 22 meses entrou em “ponto de inflexão”, com foco em ataques intensificados contra Gaza City. Testemunhas relataram a entrada repentina de tanques israelenses no bairro de Sabra, cercando escolas e uma clínica administrada pela ONU, onde centenas de deslocados buscavam abrigo.

O avanço ocorre enquanto o gabinete de guerra israelense deve votar nesta semana um plano para ocupar Gaza City, ampliando a ofensiva que já provocou a fuga de milhares de civis. O Ministério da Saúde controlado pelo Hamas contabiliza ao menos 62.004 mortos desde outubro de 2023, além do colapso dos sistemas de saúde, água e saneamento.

Paralelamente, manifestações em Tel Aviv reuniram centenas de milhares de israelenses que exigem um acordo imediato. Familiares temem que novas operações em Gaza coloquem os reféns em risco. “Tenho medo de que meu filho seja ferido”, disse Dani Miran, cujo filho Omri está cativo há 682 dias.

Autoridades egípcias destacaram a crise humanitária “além da imaginação” e reforçaram a urgência de um acordo. Já o premiê do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani, viajou ao Cairo para “aplicar máxima pressão” sobre as partes, informou o chanceler egípcio Badr Abdelatty. Segundo a Reuters, mediadores veem “janela de oportunidade” para selar a trégua.

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Crédito da imagem: Reuters

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