Hubble descobre anã branca rara formada por colisão estelar
Hubble descobre anã branca rara formada por colisão estelar
Hubble descobre anã branca rara formada por colisão estelar localizada a aproximadamente 128 anos-luz da Terra, revelando um passado explosivo que desafia o modelo convencional de evolução estelar.
Uma assinatura de carbono exposto entrega a origem violenta
A estrela WD 0525+526, investigada pelo Telescópio Espacial Hubble, parecia uma anã branca comum até que observações em ultravioleta mostraram quantidade incomum de carbono na atmosfera. Em anãs brancas típicas, o elemento permanece oculto sob camadas de hidrogênio e hélio. O excesso visível indica que essas camadas externas foram arrancadas quando duas estrelas se fundiram, deixando o núcleo rico em carbono exposto.
O fenômeno foi detalhado em artigo publicado na revista Nature Astronomy por uma equipe da Universidade de Warwick, no Reino Unido. Segundo nota da NASA, o Hubble foi decisivo porque sua sensibilidade ao ultravioleta permite detectar assinaturas químicas invisíveis na luz visível.
Mais quente e mais massiva que pares conhecidos
Os pesquisadores mediram temperatura superficial de cerca de 20,7 mil °C e massa ligeiramente superior à do Sol. Esses valores superam os de outras anãs brancas formadas por fusão já catalogadas, consolidando a WD 0525+526 como um exemplar singular. “Queremos avaliar quão frequentes são anãs brancas de carbono e quantas fusões se escondem entre objetos aparentemente normais”, afirmou o astrofísico Antoine Bédard, coautor do estudo.
Anãs brancas resultam do esgotamento do combustível nuclear de estrelas de massa moderada. No entanto, a nova descoberta mostra que parte desses remanescentes se origina de colisões binárias, processo com potencial de levar a explosões de supernova do tipo Ia. Mapear esses casos ajuda a refinar modelos que usam supernovas como régua cósmica para medir a expansão do Universo.

Imagem: NASA ESA STScI Ralf Crawford STScI
Próximos passos na caça a fusões estelares
A equipe planeja examinar catálogos de anãs brancas em busca de assinaturas semelhantes de carbono. A meta é estimar a taxa real de colisões entre estrelas compactas e entender seu papel na química galáctica. Novas missões espaciais voltadas ao ultravioleta devem ampliar a amostra disponível e acelerar as investigações.
Se você se interessa por descobertas espaciais e avanços científicos, visite nossa editoria de Ciência e Tecnologia para acompanhar as próximas revelações.
Crédito da imagem: NASA, ESA, STScI, Ralf Crawford (STScI)

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.