Israel ameaça Gaza City se Hamas não libertar reféns
Israel ameaça Gaza City se Hamas não libertar reféns
Israel ameaça Gaza City de destruição total caso o Hamas não liberte todos os reféns e entregue suas armas, alertou o ministro da Defesa, Israel Katz, nesta sexta-feira (21).
Israel ameaça Gaza City se Hamas não libertar reféns
Katz afirmou que a metrópole, já fragilizada após meses de combates, “poderá se tornar a próxima Rafah” – cidade reduzida a escombros em ofensivas anteriores. O aviso foi publicado na rede X, um dia depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu autorizar o Exército a preparar uma operação em grande escala para retomar Gaza City.
O ministro reiterou as exigências israelenses para um cessar-fogo: libertação de todos os reféns capturados em 7 de outubro de 2023 e desarmamento completo do Hamas. A facção palestina rebateu, classificando a declaração como “confissão de limpeza étnica”.
Segundo o governo israelense, ainda restam 50 sequestrados em Gaza; cerca de 20 estariam vivos. Desde o início da guerra, 148 reféns foram libertados em trocas e oito foram resgatados por forças israelenses.
A escalada militar ocorre em meio a um cenário humanitário crítico. Um relatório da Classificação Integrada de Fases de Segurança Alimentar (IPC), referência da ONU para crises de fome, confirmou que Gaza City vive estado de fome, afetando quase meio milhão de pessoas — um quarto da população do enclave.
A ONU alerta que o quadro pode piorar se os combates prosseguirem e as restrições à ajuda persistirem. Israel contesta o relatório, alegando que permite a entrada de insumos suficientes, mas agências humanitárias dizem que a quantidade está aquém do necessário, sobretudo após bloqueio total de alimentos entre março e maio.
Na sexta-feira, o Hospital Shifa relatou 17 mortos em novos bombardeios israelenses, incluindo sete vítimas em uma escola no bairro Sheikh Radwan. O Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, contabiliza ao menos 62.263 palestinos mortos desde o início do conflito, número disputado por Israel.

Imagem: Wafaa Shurafa And Sam Metz
Enquanto isso, discussões sobre uma proposta de cessar-fogo mediada por Egito e Catar continuam. O plano prevê liberação gradual de reféns, troca de prisioneiros e retirada faseada de tropas israelenses. Tel Aviv ainda avalia o texto, mas líderes de linha dura resistem à ideia.
Se a ofensiva avançar, especialistas temem que a infraestrutura médica colapse e que os civis, já deslocados repetidamente, fiquem sem rotas seguras de fuga. “Derrotar o Hamas e libertar os reféns são objetivos que andam juntos”, insistiu Netanyahu.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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