Israel exige libertação dos reféns e ameaça trégua de Gaza
Israel exige libertação dos reféns e ameaça trégua de Gaza
Israel exige libertação dos reféns e ameaça trégua de Gaza ao condicionar qualquer cessar-fogo à entrega imediata dos 50 sequestrados mantidos pelo Hamas, revelou um funcionário do governo israelense.
Israel exige libertação dos reféns e ameaça trégua de Gaza
Segundo a fonte ligada ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a exigência segue “os princípios aprovados pelo gabinete para encerrar a guerra” e levanta dúvidas sobre a proposta de cessar-fogo de 60 dias negociada por Catar e Egito, aceita pelo Hamas na segunda-feira.
O plano mediado prevê a libertação de cerca de metade dos reféns. Fontes palestinas detalham que dez reféns vivos e dezoito corpos seriam entregues enquanto ambas as partes negociariam uma trégua permanente e a libertação dos demais sequestrados. Israel acredita que apenas 20 dos 50 continuam vivos após 22 meses de conflito.
Apesar de não rejeitar formalmente o acordo, a declaração israelense sugere nova rodada de negociações. No sábado, Netanyahu já afirmara que só aceitaria “todos os reféns de uma só vez” e impôs condições como desarmar o Hamas, desmilitarizar Gaza e manter controle israelense do perímetro.
O BBC News destaca que o documento apresentado é “98% idêntico” à proposta do enviado dos EUA, Steve Witkoff, oferecida em junho e então aceita por Israel, mas rejeitada pelo Hamas por não garantir cessar-fogo definitivo. A versão atual inclui a libertação gradual de reféns em troca de 1.500 detidos de Gaza, 150 presos palestinos com penas perpétuas e 50 condenados a mais de 15 anos, além da retirada parcial das tropas israelenses para zonas a até 1,2 km da fronteira.
Ainda esta semana, o gabinete deve aprovar o plano militar para ocupar a Cidade de Gaza, de onde milhares de civis já fugiram sob bombardeio intensificado. Netanyahu afirma que as operações colocam o Hamas “sob imensa pressão”, mas enfrenta críticas internas: familiares dos sequestrados pedem acordo imediato, enquanto aliados ultranacionalistas defendem continuar a ofensiva até a derrota total do grupo e eventual anexação do território.

Imagem: Internet
O conflito começou após o ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 israelenses e resultou em 251 sequestrados. Desde então, o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas contabiliza mais de 62 mil mortos em Gaza, colapso dos serviços básicos e risco iminente de fome generalizada.
Enquanto a pressão diplomática aumenta, permanece a incógnita: Israel aceitará a proposta ou insistirá na libertação completa antes de qualquer pausa duradoura? Para acompanhar os desdobramentos e outras análises geopolíticas, visite nossa editoria Notícias Brasil e Mundo.
Crédito da imagem: Reuters

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