Israel prepara transferência de palestinos em Gaza

Israel prepara transferência de palestinos em Gaza

Israel prepara transferência de palestinos em Gaza

Israel prepara transferência de palestinos em Gaza ao anunciar que providenciará o deslocamento de moradores das zonas de combate para o sul do território antes de uma nova ofensiva militar.

Israel prepara transferência de palestinos em Gaza

O órgão do Exército responsável pela ajuda humanitária, COGAT, informou que o fornecimento de tendas a Gaza será retomado neste domingo. Embora não haja data divulgada para o início do deslocamento em massa, o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou nas redes sociais que o país está “na fase de discussões para finalizar o plano de derrotar o Hamas em Gaza”.

Autoridades israelenses indicam que a próxima fase militar deve atingir regiões densamente povoadas, como Cidade de Gaza, Muwasi e os campos de Nuseirat e Bureij. A movimentação de civis faz parte da estratégia de reduzir baixas entre a população, segundo o governo.

Enquanto a operação é preparada, famílias de cerca de 50 reféns ainda mantidos pelo Hamas — apenas 20 presumidamente vivos — convocaram um “dia nacional de paralisação” para este domingo em todo o país. O grupo afirma que a nova ofensiva coloca os sequestrados em risco adicional e exige um acordo imediato que interrompa o conflito. “A esperança virá de nós, não de cima”, disse Dana Silberman Sitton, parente de três reféns mortos em cativeiro.

Em Tel Aviv, manifestantes se reúnem semanalmente para pressionar o governo por negociações. Pushpa Joshi, irmã do estudante nepalês Bipin Joshi, sequestrado em um kibutz, relatou sentir “saudades do melhor amigo” ao pedir apoio público.

Os combates seguem intensos. Neste sábado, um bombardeio israelense matou um bebê e seus pais na área de Muwasi, segundo o hospital Nasser. O Exército declarou que só comentará o caso com mais detalhes. Na mesma data, o Ministério da Saúde de Gaza confirmou outras 11 mortes ligadas à desnutrição, elevando o total para 251 desde outubro de 2023. A Organização das Nações Unidas alerta que os níveis de fome e doenças atingem patamar recorde, agravados por restrições de acesso a ajuda.

O conflito começou em 7 de outubro de 2023, quando o ataque do Hamas matou cerca de 1,2 mil pessoas em Israel. A resposta militar israelense já deixou 61.897 mortos em Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde local, órgão considerado pela ONU como a fonte mais confiável para números de vítimas.

Com o avanço do plano de deslocamento civil, cresce a pressão internacional por garantias de proteção aos moradores e por uma solução que liberte os reféns. O governo israelense, porém, mantém a posição de continuar a operação até “desmantelar totalmente” as capacidades militares do Hamas.

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Crédito da imagem: Global News

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