Jeep Compass 2026 baixa até R$ 20 mil e tenta recuperar liderança nos SUV médios
A Jeep reajustou em baixa a tabela do Compass no Brasil. A gama 2026 chega aos concessionários com cortes de preço que atingem os R$ 20 000, numa estratégia destinada a travar a perda de quota face ao Toyota Corolla Cross e aos SUV chineses que ganham terreno no segmento médio.
Preços mais baixos e gama enxuta
Os novos valores não são promocionais; passam a vigorar de forma permanente. A versão de entrada Sport fica por R$ 169 990, menos R$ 20 000 que na linha anterior. A Longitude custa agora R$ 192 990 (-R$ 19 000), a Série S desce para R$ 236 990 (-R$ 15 000) e a topo de gama Blackhawk fixa-se em R$ 279 990, resultado de um corte de R$ 16 500.
Com este reposicionamento, o Compass passa a competir diretamente com versões intermédias de SUV compactos como Volkswagen T-Cross, Chevrolet Tracker ou Hyundai Creta, apesar de ser classificado como SUV médio. Para simplificar a oferta, a Jeep retirou do catálogo as variantes Limited, Overland e 4xe (híbrida plug-in), mantendo apenas quatro configurações, as de maior procura.
Motorização e equipamentos principais
Todas as versões Sport, Longitude e Série S utilizam o bloco T270 1.3 turbo flex, com 176 cv e 270 Nm, acoplado a caixa automática de seis relações e tração dianteira. A Blackhawk é a única equipada com o motor Hurricane 2.0 turbo a gasolina, capaz de 272 cv e 400 Nm, combinado com transmissão automática de nove velocidades e tração integral.
No capítulo do equipamento, o Compass Sport propõe faróis full LED, jantes de 18 polegadas, ar condicionado automático de duas zonas, ecrã multimédia de 8,4 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fios, além de sensores de chuva e luminosidade. Estreia ainda a cor Azul Jazz e pode receber três pacotes opcionais: Exclusive (bancos em couro e jantes escurecidas), Tech (ecrãs maiores e condução semiautónoma de Nível 2) e Premium (teto panorâmico e conteúdos do pacote Tech).
A Longitude acrescenta carregador de smartphone por indução, ecrã central de 10,1 polegadas, painel de instrumentos digital de 10,25 polegadas e conjunto ADAS de Nível 2 que integra cruise-control adaptativo, travagem autónoma de emergência com deteção de peões, assistente de faixa e reconhecimento de sinais. Pode receber o pacote Night Eagle, com detalhes estéticos escurecidos, e teto panorâmico elétrico.
Na Série S surgem bancos dianteiros com ajustes elétricos, porta-bagagens motorizado com sensor de presença, jantes de 19 polegadas com tecnologia de vedação de furos, monitorização de ângulo morto, detetor de tráfego traseiro, teto solar panorâmico e sistema de estacionamento automático.

Imagem: encontracarros.com.br
A Blackhawk reforça a vocação todo-o-terreno com sistema Adventure Intelligence Plus, seletor de modos de terreno, Hill Descent Control, jantes de 19 polegadas exclusivas e acabamento interior em couro e suede. Recebe ainda pinças de travão vermelhas e tomada de 127 V no habitáculo.
Pressão da concorrência e números de vendas
Dados da Fenabrave indicam que, entre janeiro e junho, o Compass matriculou 27 531 unidades, ficando atrás do Corolla Cross, que totalizou 30 090. Em paralelo, modelos chineses como BYD Song, CAOA Chery Tiggo 7 e Haval H6 somaram 17 484, 14 183 e 12 673 registos, respetivamente. A capacidade dos concorrentes de oferecer tecnologia avançada a custos menores tem afastado potenciais clientes do modelo produzido em Goiana (Pernambuco).
Com quase uma década de mercado, o Compass revela limitações em espaço interior face a propostas mais recentes. A distância entre eixos de 2 636 mm e o porta-bagagens de cerca de 410 litros já não impressionam, sendo ultrapassados por rivais que cresceram em tamanho e versatilidade.
Nova geração prevista para 2026
A Stellantis apresentou este ano, na Europa, a próxima geração do Compass, mas a versão destinada ao mercado brasileiro deverá estrear apenas no final de 2026. O futuro modelo, construído sobre plataforma preparada para motorizações híbridas e elétricas, será produzido em Pernambuco após investimento de R$ 13 mil milhões. A base deverá ser uma evolução da atual arquitetura, diferenciando-se da opção europeia.
Até lá, a redução de preços e a simplificação da gama constituem a principal aposta da Jeep para manter o Compass competitivo e tentar recuperar a liderança num segmento cada vez mais disputado por propostas estrangeiras de preço agressivo e maior conteúdo tecnológico.

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