Jornalistas mortos em Gaza após ataque israelense a hospital
Jornalistas mortos em Gaza após ataque israelense a hospital
Jornalistas mortos em Gaza após ataque israelense a hospital é o saldo trágico do bombardeio duplo contra o hospital Nasser, em Khan Younis, que deixou ao menos 20 mortos, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.
Jornalistas mortos em Gaza após ataque israelense a hospital
Entre as vítimas estão cinco profissionais da imprensa internacional. Quatro trabalhavam para Reuters, Associated Press (AP), Al Jazeera e Middle East Eye, conforme confirmado pelos veículos. A quinta vítima era freelancer local. Os mortos foram identificados como Husam al-Masri (Reuters), Mariam Dagga (AP), Mohammad Salama (Al Jazeera), Ahmed Abu Aziz (Middle East Eye) e o fotógrafo Moaz Abu Taha.
Imagens registradas no local mostram que, após o primeiro impacto, socorristas e repórteres se aproximaram da entrada principal do maior hospital do sul da Faixa de Gaza. Segundos depois, um segundo míssil atingiu o mesmo ponto, espalhando estilhaços e provocando correria. O feed ao vivo operado por al-Masri caiu no instante exato da explosão inicial, segundo a Reuters.
O Exército de Israel (IDF) afirmou que abriu investigação e declarou que “não tem como alvo jornalistas”, sem detalhar as circunstâncias do ataque. A ofensiva eleva para quase 200 o número de profissionais de imprensa mortos desde o início da guerra, em outubro de 2023. De acordo com o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), este é o conflito mais letal para a categoria já documentado.
O CPJ salienta que mais repórteres perderam a vida em Gaza nos últimos dois anos do que em todo o mundo nos três anos anteriores. A organização também lembra que correspondentes estrangeiros continuam impedidos de entrar na região sem escolta militar israelense, obrigando veículos internacionais a depender de equipe local.
O episódio ocorre duas semanas depois de seis jornalistas, quatro deles da Al Jazeera, morrerem em ataque próximo ao hospital al-Shifa. Na ocasião, o Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU classificou a ação como “grave violação do direito internacional”.

Imagem: Internet
O conflito teve início em 7 de outubro, quando militantes do Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas em Israel e levaram 251 reféns para Gaza. Em resposta, a ofensiva israelense já provocou mais de 62.686 mortes palestinas, segundo dados do Ministério da Saúde local, números considerados confiáveis pela ONU.
A escalada de violência e o aumento de vítimas civis, incluindo médicos, socorristas e jornalistas, intensificam a pressão internacional por um cessar-fogo e pela abertura irrestrita da Faixa de Gaza à imprensa independente.
Para acompanhar outras atualizações sobre conflitos e fatos internacionais, visite nossa seção de Notícias Brasil e Mundo e continue informado.
Crédito da imagem: BBC News

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.