LALIGA alerta para roubo de dados em plataformas de streaming pirata
A entidade que organiza o principal campeonato de futebol espanhol lançou uma nova campanha de sensibilização dirigida aos adeptos que recorrem a transmissões não autorizadas. A iniciativa sublinha que o consumo de conteúdos desportivos em sites e aplicações piratas expõe os utilizadores a furto de dados, malware e perda de privacidade.
Prejuízo financeiro e risco digital
Segundo a LALIGA, o streaming ilegal representa entre 600 milhões e 700 milhões € de perdas anuais para os clubes. O impacto, porém, vai além do desequilíbrio económico. De acordo com a campanha “Vês futebol pirata, eles apanham-te”, as plataformas ilegais são operadas por redes criminosas organizadas que utilizam os acessos para distribuir software malicioso.
Estudos citados pela liga indicam a presença de trojans, keyloggers e ransomware escondidos nos ficheiros disponibilizados nesses serviços. Estes programas permitem o roubo de palavras-passe, dados bancários e informação pessoal sensível. Em casos extremos, os atacantes encriptam os ficheiros da vítima e exigem resgate para a sua recuperação.
Modus operandi das redes criminosas
A LALIGA afirma que as organizações por trás dos streams ilegais não se limitam a Espanha e estão em expansão para mercados como a América Latina. As operações policiais realizadas em parceria com as autoridades de dezenas de países mostram a dimensão internacional do esquema.
Na Operação Kratos, foi desmantelada uma rede global que controlava mais de 2 500 canais e reunia cerca de 22 milhões de utilizadores. As autoridades apreenderam também armas, criptomoedas e substâncias ilegais, evidenciando o carácter polivalente do crime organizado envolvido.
Já a Operação 404 levou ao encerramento de mais de 600 sites e 14 aplicações móveis no Brasil e na Argentina, resultando em várias detenções. Segundo a liga, estas acções comprovam que o streaming pirata está ligado a actividades como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e violação de direitos de autor.
Consequências para o utilizador
Ao instalar aplicações não oficiais ou clicar em ligações duvidosas, o adepto pode permitir aos cibercriminosos o acesso a contactos, localização, imagens de câmaras ligadas ou até registos financeiros. Os dados recolhidos alimentam esquemas de roubo de identidade e fraudes que afectam tanto indivíduos como instituições.

Imagem: tecmundo.com.br
Além do risco directo para a vítima, a distribuição de conteúdos piratas prejudica a sustentabilidade financeira dos clubes, reduzindo receitas de bilheteira, direitos televisivos e patrocínios. O resultado, reforça a LALIGA, é menor capacidade de investimento em formação, infra-estruturas e desenvolvimento do desporto.
Boas práticas de proteção
A liga recomenda aos adeptos que utilizem apenas transmissões oficiais, disponíveis nos operadores devidamente autorizados em cada país. Desconfiar de serviços “gratuitos” que pedem permissões excessivas, evitar pagamentos directos ou em criptomoedas e manter sistemas operativos e antivírus actualizados são medidas essenciais para reduzir o risco.
A entidade destaca ainda a importância de não clicar em anúncios ou pop-ups provenientes desses sites, uma vez que muitos redireccionam para páginas de phishing ou instalam extensões maliciosas no navegador.
Colaboração internacional continua
A LALIGA afirma que vai prosseguir a cooperação com forças de segurança para identificar e encerrar novos domínios, bem como bloquear servidores que alojam conteúdos não autorizados. A liga realça que denunciar estes serviços é fundamental para proteger os direitos dos clubes e a segurança digital dos adeptos.
A campanha encontra-se em exibição nos meios digitais e em emissões televisivas, onde a mensagem principal é clara: consumir futebol pirateado não é apenas uma infração de direitos de autor, mas uma porta aberta a ciberataques e esquemas de crime organizado.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.