Mapa cerebral após amputação segue inalterado aponta estudo

Mapa cerebral após amputação segue inalterado aponta estudo

Mapa cerebral após amputação segue inalterado aponta estudo

Mapa cerebral após amputação segue inalterado aponta estudo — Pesquisadores do Reino Unido e dos Estados Unidos descobriram que o cérebro mantém o mesmo desenho neural do membro perdido meses — e até anos — depois da cirurgia, contrariando a ideia de que a área se reorganizaria.

Estabilidade do córtex surpreende especialistas

A equipe acompanhou três pacientes que teriam a mão amputada. Antes da operação, eles realizaram movimentos individuais dos dedos e dos lábios dentro de um aparelho de ressonância magnética funcional, permitindo o mapeamento preciso do córtex somatossensorial. Três e seis meses após a amputação, e em um caso por até cinco anos, os voluntários repetiram os mesmos gestos — agora apenas imaginados. As imagens mostraram que, mesmo sem a mão, a região cerebral correspondente continuou a ser ativada como se o membro ainda existisse.

Implicações para dor fantasma e próteses

O achado ajuda a explicar por que amputados relatam sensações vívidas — por vezes dolorosas — no membro ausente. Segundo Hunter Schone, da Universidade de Pittsburgh, os nervos restantes podem emitir sinais “ruidosos” que o cérebro interpreta no mapa preservado. Uma das participantes que passou por enxerto de nervo em músculos ou pele relatou alívio total da dor, sugerindo novos caminhos terapêuticos.

Tecnologia pode avançar com mapa intacto

Para Chris Baker, do Laboratório de Cérebro e Cognição dos Institutos Nacionais de Saúde Mental, a manutenção do mapa neural é promissora para o desenvolvimento de próteses robóticas controladas pelo pensamento. Se o cérebro se reorganizasse, interfaces neurais teriam dificuldade em traduzir comandos motores e sensoriais. Agora, será possível buscar dispositivos capazes de devolver sensações finas de textura, forma e temperatura ao usuário.

Os resultados foram publicados na revista Nature Neuroscience, uma das publicações de maior prestígio em ciência biológica, reforçando a robustez do trabalho.

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Crédito da imagem: imaginima/Getty Images

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