Metanol no combustível ameaça motor e corrói peças

Metanol no combustível ameaça motor e corrói peças

Metanol no combustível ameaça motor e corrói peças

Metanol no combustível ameaça motor e corrói peças. Especialistas alertam que a presença desse solvente em misturas ilegais pode destruir componentes vitais em poucos quilômetros, provocar falhas de ignição e até impedir que o veículo ligue.

Como o metanol danifica o motor

Em operação que desarticulou esquema bilionário comandado por integrantes do PCC, investigadores encontraram combustíveis com até 90% de metanol. Segundo o técnico automotivo Tenório Júnior, o composto ataca diretamente bicos injetores, flauta de combustível, câmara de combustão, guias de válvulas e bombas de alta e baixa pressão.

O mecânico Bruno Bandeira explica que a corrosão começa pela bomba de combustível: “Há carros que não rodam um tanque inteiro sem a bomba queimar”, afirma. A pressão interna acima do normal faz peças girarem com intensidade até se desintegrar, produzindo resíduos que travam válvulas e criam gomas no cabeçote.

Sinais de combustível adulterado

Entre os indícios citados pelos profissionais estão perda de potência imediata, aumento de até 30% no consumo, dificuldade para dar partida e ruído metálico em subidas. Luzes de alerta no painel também podem acender devido à saturação de sensores.

Odor de solvente ou querosene no escapamento reforça a suspeita. De acordo com Denis Marum, o acelerador fica “borrachudo” logo após o abastecimento, exigindo mais pressão no pedal para manter a velocidade.

Testes que o consumidor pode fazer

José Luiz de Souza, da Agência Nacional do Petróleo (ANP), recomenda misturar 50 ml de gasolina a igual volume de água com sal. Após 10 min, a separação deve ocorrer na marca de 65 ml: valores maiores indicam álcool acima do limite permitido de 30%. O metanol, porém, camufla-se nos testes convencionais, exigindo medição de densidade com densímetro – disponível, por lei, em todos os postos.

A ANP permite apenas 0,5% de metanol em gasolina ou etanol. Percentuais além disso representam risco não só para o veículo, mas também para a saúde pública, por se tratar de substância tóxica e altamente inflamável.

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Crédito da imagem: g1

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