Moldávia: líderes da UE reforçam apoio contra Rússia

Moldávia: líderes da UE reforçam apoio contra Rússia

Moldávia: líderes da UE reforçam apoio contra Rússia

Moldávia: líderes da UE reforçam apoio contra Rússia na capital Chisinau durante as celebrações dos 34 anos de independência, sinalizando que a adesão ao bloco europeu é prioridade diante da pressão de Moscou.

Visita simboliza compromisso europeu

Os presidentes Emmanuel Macron (França) e Donald Tusk (Polônia), além do chanceler alemão Friedrich Merz, percorreram o tapete vermelho ao lado da presidente Maia Sandu para declarar que a integração da Moldávia à União Europeia é uma “escolha clara e soberana”. A data festiva foi usada para mostrar que o projeto europeu não é “um sonho distante”, segundo Sandu, mas uma garantia de segurança em um cenário regional marcado pela guerra na Ucrânia, situada logo além da fronteira.

Durante a coletiva, Merz acusou o Kremlin de atuar “de forma implacável para minar a liberdade e a prosperidade” moldavas. Macron reforçou a mensagem de “solidariedade e confiança” de Paris, enquanto Tusk lembrou os desafios da Polônia até a adesão em 2004 e declarou: “Vocês escolheram a paz, não a guerra, e nós apoiaremos essa decisão”.

Temor de interferência russa nas eleições

O gesto político ocorre a um mês das eleições parlamentares, nas quais o Partido Ação e Solidariedade (PAS), aliado de Sandu, tenta manter a maioria para prosseguir com reformas exigidas pelas negociações formais de ingresso na UE, iniciadas em 2023. Pesquisas, no entanto, indicam perda de cadeiras e avanço de grupos pró-Rússia.

A presidente, ex-funcionária do Banco Mundial formada em Harvard, já enfrentou suspeitas de interferência russa. Entre as denúncias estão campanhas de desinformação e a compra de votos por dinheiro vivo, relatadas inclusive por equipes de reportagem no país. “Queremos tornar nosso caminho europeu irreversível”, afirmou Sandu.

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Imagem: Internet

Guerra na Ucrânia amplia urgência

Merz destacou que Europa e Estados Unidos “fazem tudo” para encerrar a guerra na Ucrânia, mas descartou qualquer capitulação de Kiev, classificando-a como um “intervalo” que serviria a Vladimir Putin para planejar “a próxima guerra”. Analistas consultados pela BBC avaliam que o engajamento público de líderes europeus busca blindar a Moldávia de pressões externas e fortalecer o voto pró-UE no pleito de setembro.

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Crédito da imagem: Global Images Ukraine via Getty Images

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