Netanyahu acusa Albanese de trair Israel e comunidade judaica
Netanyahu acusa Albanese de trair Israel e comunidade judaica
Netanyahu acusa Albanese de trair Israel e comunidade judaica. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (20) que o chefe de governo da Austrália, Anthony Albanese, “será lembrado como um político fraco” por, segundo ele, “abandonar” Israel e a comunidade judaica australiana.
Veto a parlamentar de extrema direita acirra disputa
A crise ganhou corpo quando Camberra cancelou o visto de Simcha Rothman, deputado ultra-nacionalista da coalizão de Netanyahu, que viajaria ao país para eventos promovidos pela Associação Judaica Australiana (AJA). Segundo o ministro da Imigração, Tony Burke, o governo “adota linha dura contra discursos de ódio” e não deseja visitantes que “propaguem divisão”.
Retaliação israelense e críticas internas
Horas após o anúncio, o chanceler israelense Gideon Sa’ar ordenou à embaixada em Camberra que reavalie cada pedido oficial de visto apresentado por australianos à Autoridade Palestina – medida vista como retaliação direta. Nas redes sociais, Sa’ar acusou o governo Albanese de “alimentar o antissemitismo” em meio a sucessivos ataques contra judeus no país.
A reação de Netanyahu foi além: ele disse que Albanese “traiu Israel”. O líder da oposição israelense, Yair Lapid, rebateu, chamando as declarações de “presente” para o premiê australiano. “Confrontar Netanyahu fortalece qualquer líder democrático”, escreveu Lapid na plataforma X.
Reconhecimento do Estado palestino amplia atrito
No início de agosto, a Austrália anunciou que se juntará a Reino Unido, França e Canadá no reconhecimento do Estado palestino, hoje aceito por 147 dos 193 integrantes da ONU. Albanese classificou como “inaceitável” a interrupção de ajuda humanitária e as mortes de civis na Faixa de Gaza.
Netanyahu já havia reagido duramente a Londres, Paris e Ottawa, acusando seus dirigentes de “ficar ao lado de assassinos em massa”. Segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas, mais de 62.000 pessoas morreram na ofensiva israelense iniciada em 7 de outubro, resposta ao ataque que deixou 1.200 mortos em Israel.

Imagem: Internet
Detalhes sobre o impasse foram repercutidos pela BBC News, que destacou a escalada verbal entre os dois governos.
A tensão diplomática entre Israel e Austrália, alimentada por vetos de visto, acusações públicas e desacordo sobre o reconhecimento da Palestina, tende a permanecer no centro do debate internacional. Para acompanhar os desdobramentos e outras atualizações do cenário geopolítico, visite nossa seção de Notícias Brasil e Mundo.
Crédito da imagem: Reuters

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