Nigéria mata 35 jihadistas em ataques aéreos
Nigéria mata 35 jihadistas em ataques aéreos
Nigéria mata 35 jihadistas em ataques aéreos foi o balanço divulgado nesta segunda-feira, 24, pelas Forças Armadas do país. Segundo comunicado oficial, as incursões ocorreram em quatro pontos próximos à fronteira nordeste com Camarões, impedindo uma ofensiva jihadista contra tropas terrestres.
Nigéria mata 35 jihadistas em ataques aéreos
O Comando da Força Aérea informou que continuará oferecendo cobertura a unidades empenhadas em desmantelar bases dos grupos Boko Haram e Estado Islâmico Província da África Ocidental (Iswap). Em mais de uma década de conflito, esses movimentos insurgentes já provocaram mais de 35 mil mortes e deslocaram dois milhões de pessoas, de acordo com a ONU.
A recente escalada de violência alimenta críticas internas. No sábado, ex-ministros, empresários e ativistas publicaram carta aberta alertando para “níveis de carnificina de tempos de guerra” enquanto o país permanece oficialmente em paz. O grupo citou relatório da Amnesty International que registra 10.217 mortes desde que o presidente Bola Tinubu assumiu, há dois anos, e pediu uma força-tarefa presidencial com poderes amplos para conter a crise.
Dados do Instituto de Estudos de Segurança apontam pelo menos 15 ataques jihadistas somente em 2024 nas áreas fronteiriças com Camarões e Níger. Os militantes têm recorrido a drones comerciais adaptados para bombardear bases militares, dificultando o envio de reforços.
Além das operações no nordeste, a aviação também bombardeou “bandidos” — termo usado para quadrilhas armadas — no estado de Katsina, noroeste do país. A ação permitiu o resgate de 76 sequestrados, entre eles mulheres e crianças. De acordo com o comissário estadual de Segurança Interna, Nasir Mua’zu, uma criança morreu durante o salvamento.
O ataque que motivou o contra-golpe ocorreu na vila de Unguwan Mantau, quando homens armados invadiram uma mesquita e residências vizinhas, matando pelo menos 50 pessoas e sequestrando cerca de 60. Autoridades locais confirmam que parte dos reféns libertados estava nesse grupo.

Imagem: Internet
Em meio às dificuldades domésticas, a Nigéria recebeu neste mês autorização dos Estados Unidos para comprar armamentos no valor de US$ 346 milhões (R$ 1,9 bilhão), investimento voltado a fortalecer a luta contra insurgentes e quadrilhas.
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Crédito da imagem: AFP via Getty Images

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