Paetongtarn Shinawatra perde cargo após ligação vazada
Paetongtarn Shinawatra perde cargo após ligação vazada
Paetongtarn Shinawatra perde cargo após ligação vazada foi a decisão tomada, nesta sexta-feira (23), pelo Tribunal Constitucional da Tailândia, que considerou a primeira-ministra culpada de violar padrões éticos ao dialogar por telefone com o ex-premiê cambojano Hun Sen, em junho.
Julgamento confirma histórico de intervenção judicial
Com sete votos a favor e dois contra, os nove magistrados — todos nomeados — repetiram um padrão que já afastou outros quatro líderes ligados à família Shinawatra. Desde 2006, cinco chefes de governo associados ao clã foram removidos pela mesma corte, alimentando a percepção de que o Judiciário tailandês atua para conter forças consideradas ameaça ao bloco conservador e monarquista.
Ligação vazada precipitou crise política
No áudio divulgado por Hun Sen, Paetongtarn adota tom conciliador sobre a disputa fronteiriça entre Tailândia e Camboja e critica um alto comandante do próprio Exército. A divulgação irritou aliados militares, provocou a saída do partido Bhumjaithai da coalizão e reduziu a maioria governista a números frágeis.
Hun Sen justificou o vazamento ao classificar um comentário de Paetongtarn — que descreveu a estratégia cambojana nas redes sociais como “pouco profissional” — como “insulto sem precedentes”. O episódio acirrou tensões na fronteira, culminando em cinco dias de conflito que deixaram mais de 40 mortos.
Sucessão indefinida no Parlamento
Pelo sistema vigente, deputados devem escolher o novo premiê entre nomes já registrados antes da eleição de 2023. O Pheu Thai, partido de Paetongtarn, tem apenas uma opção restante: Chaikasem Nitisiri, veterano sem grande projeção e de saúde frágil. Outra alternativa seria apoiar Anutin Charnvirakul, líder do Bhumjaithai, hoje rompido com os antigos aliados.
A maior bancada da Casa, formada por 143 parlamentares do recém-criado The People’s Party (sucessor do dissolvido Move Forward), anunciou que ficará na oposição até a convocação de novas eleições.

Imagem: Internet
Popularidade do Pheu Thai em queda
Após dois anos no poder, o Pheu Thai não cumpriu promessas-chave, como o polêmico “carteira digital” de 10 mil baht para cada adulto. Projetos de cassinos e de um corredor terrestre ligando os oceanos Índico e Pacífico também não avançaram. Analistas da BBC News observam que o desgaste pode custar boa parte das 140 cadeiras do partido caso um pleito seja antecipado.
Em meio ao crescimento do sentimento nacionalista, a antiga proximidade entre a família Shinawatra e Hun Sen reforça suspeitas de que interesses privados se sobreponham aos nacionais. Especialistas avaliam que, sem uma eleição que legitime novo governo, a instabilidade deve persistir.
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Crédito da imagem: Getty Images

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