PCC usa metanol em combustíveis adulterados; veja riscos

PCC usa metanol em combustíveis adulterados; veja riscos

PCC usa metanol em combustíveis adulterados; veja riscos

PCC usa metanol em combustíveis adulterados para reduzir custos e ampliar margens de lucro, segundo revelou a megaoperação federal de 28 de agosto. A investigação apontou que a facção criminosa misturava o solvente a gasolina e etanol, chegando a fraudar até 90% da composição vendida em alguns postos.

PCC usa metanol em combustíveis adulterados; veja riscos

O metanol, subproduto barato do gás natural, paga menos impostos que combustíveis automotivos e dissolve-se facilmente em suas misturas, dificultando a detecção em testes rápidos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autoriza apenas 0,5% de metanol residual no etanol, mas a força-tarefa encontrou volumes 180 vezes maiores. O presidente do Instituto Combustível Legal (ICL) afirmou que a ANP opera hoje com apenas 20% do orçamento de cinco anos atrás, fator que fragiliza a fiscalização.

A troca é financeiramente vantajosa para os criminosos, mas prejudica diretamente o consumidor. De acordo com o engenheiro mecânico Ricardo Abreu, um litro de etanol entrega 25% mais energia que um litro de metanol. Quem abastece sem saber perde autonomia e roda menos quilômetros por tanque.

Danos ao veículo e à saúde

Veículos projetados para etanol sofrem quando recebem a substância adulterada. A combustão torna-se pobre, o motor superaquece e pode queimar válvulas ou derreter velas de ignição. O metanol é altamente corrosivo, atacando mangueiras, tanques e componentes de borracha. Há ainda aumento de poluentes na emissão e risco ambiental: em caso de vazamento, o solvente penetra rapidamente no solo e contamina o lençol freático.

Tipos de metanol e uso na indústria

O composto tem três classificações principais:

  • Cinza – produzido a partir de gás natural ou carvão, sem captura de carbono.
  • Azul – também oriundo do gás natural, mas com tecnologias de sequestro de CO₂ que reduzem as emissões.
  • Verde – fabricado com hidrogênio de fontes renováveis e CO₂ capturado, considerado o mais sustentável.

Apesar de já ter sido utilizado na Fórmula Indy, o metanol foi abandonado pelo setor automotivo comum justamente pelos problemas de corrosão e segurança.

Como o consumidor pode se proteger

Especialistas recomendam abastecer em postos de confiança, exigir nota fiscal e desconfiar de preços muito abaixo da média regional. Qualquer falha de desempenho, superaquecimento ou consumo anormal deve ser investigado por mecânicos, que podem coletar amostras e solicitar análise laboratorial.

Fraudes como a revelada pela operação demonstram a necessidade de fiscalização constante e investimentos adequados, sob pena de prejuízos bilionários à economia e à saúde pública.

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Crédito da imagem: Francielly Medeiros/Inter TV Cabugi

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