Pix investigado pelos EUA: defesa oficial do Brasil

Pix investigado pelos EUA: defesa oficial do Brasil

Pix investigado pelos EUA: defesa oficial do Brasil

Pix investigado pelos EUA: defesa oficial do Brasil marca a resposta enviada pelo governo Lula ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), na qual o Itamaraty rejeita acusações de práticas comerciais desleais e contesta a legitimidade da investigação aberta sob a Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.

Brasil questiona legitimidade da investigação

No documento protocolado na segunda-feira (18), o chanceler Mauro Vieira afirma que a Seção 301 é um instrumento unilateral e “inconsistente com as regras multilaterais”. O texto sustenta que a Organização Mundial do Comércio é o foro adequado para qualquer disputa comercial e ressalta que o país mantém um regime “aberto, justo e não discriminatório”.

Seis frentes de acusação americanas

O USTR lista seis temas em que empresas dos Estados Unidos supostamente sofreriam prejuízos: acesso ao mercado de etanol, desmatamento ilegal, falhas na fiscalização anticorrupção, tarifas preferenciais, propriedade intelectual e políticas digitais — categoria que inclui o Pix.

Sobre tarifas, Brasília destaca que acordos preferenciais foram negociados no âmbito do Mercosul com parceiros como México, Índia e Associação Europeia de Livre Comércio (Efta). “Os Estados Unidos obtiveram superávit de US$ 7,4 bilhões em 2024 no comércio bilateral de bens”, salienta a chancelaria.

Pix é inovador e não discrimina, diz Itamaraty

Em relação ao Pix, o governo lembra que o sistema movimentou R$ 26,4 trilhões em 2024 — mais que o dobro do PIB nacional — e é elogiado por organismos como FMI e OCDE. O Itamaraty nega qualquer barreira a empresas estrangeiras: plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram podem ofertar pagamentos desde que cumpram as mesmas exigências regulatórias impostas às companhias locais, incluindo autorização do Banco Central e observância à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Marco Civil da Internet também é defendido

A defesa brasileira rebate ainda a interpretação do USTR sobre decisões do Supremo Tribunal Federal ligadas ao Marco Civil da Internet. Segundo o Itamaraty, não há responsabilidade automática das plataformas pelos conteúdos publicados nem censura prévia, e as regras se alinham às legislações americanas Digital Millennium Copyright Act e Take It Down.

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Imagem: Chip Somodevilla Shutterstock

Com a postura de confrontar os argumentos norte-americanos, o Planalto busca afastar ameaças de novas tarifas e preservar a imagem do país como parceiro comercial confiável.

Para acompanhar desdobramentos desta disputa e outras atualizações geopolíticas, visite a editoria Notícias Brasil e Mundo e fique informado.

Crédito da imagem: Chip Somodevilla/Shutterstock

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