Planeta WISPIT 2b é flagrado abrindo lacuna em disco

Planeta WISPIT 2b é flagrado abrindo lacuna em disco

Planeta WISPIT 2b é flagrado abrindo lacuna em disco

Planeta WISPIT 2b, um gigante gasoso com apenas 5 milhões de anos e porte similar ao de Júpiter, foi capturado devorando o disco de gás e poeira que circunda a jovem estrela WISPIT 2, a cerca de 430 anos-luz da Terra. A cena, registrada em luz infravermelha pelo Very Large Telescope (VLT), no deserto do Atacama, lembra o famoso “Pac-Man” dos videogames.

Primeira confirmação em disco com múltiplos anéis

Segundo a equipe liderada por Richelle van Capelleveen, da Universidade de Leiden, esta é a primeira detecção confirmada de um planeta dentro de um disco protoplanetário com múltiplos anéis. O disco, cuja largura equivale a 380 vezes a distância entre a Terra e o Sol, exibe várias lacunas semelhantes aos sulcos de um vinil, indicando intensa interação entre o corpo recém-formado e o material ao redor.

A relevância do achado vai além da raridade da estrutura. Apenas outro planeta “bebê” havia sido identificado orbitando uma estrela parecida com o Sol em seus estágios iniciais, o que transforma o sistema num laboratório natural sobre a formação de gigantes gasosos.

Brilho próprio e crescimento ativo

O WISPIT 2b ainda emite forte radiação remanescente da sua formação, característica que facilitou a detecção durante uma pesquisa sobre a frequência de gigantes gasosos em órbitas amplas. Observações adicionais, em luz visível e num comprimento de onda sensível ao hidrogênio, conduzidas pela Universidade do Arizona, confirmaram que o planeta continua acumulando gás — etapa crucial para consolidar sua atmosfera.

Para Christian Ginski, da Universidade de Galway, coautor dos estudos publicados no periódico The Astrophysical Journal Letters, capturar imagens de mundos em formação “abre caminho para compreender a diversidade de sistemas que vemos hoje”. O European Southern Observatory (ESO) prevê que o sistema WISPIT servirá como referência para futuras investigações sobre o nascimento de planetas.

Descobertas como essa reforçam a importância de telescópios de alta resolução no acompanhamento de estrelas jovens e seus discos protoplanetários. Quanto mais exemplos forem obtidos, melhor será o entendimento dos processos que moldaram não só Júpiter, mas todos os planetas gigantes conhecidos.

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Crédito da imagem: C Ginski/R van Capelleveen et. al.

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