Prisão de Hytalo Santos: linha do tempo do caso

Prisão de Hytalo Santos: linha do tempo do caso

Prisão de Hytalo Santos: linha do tempo do caso

Prisão de Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente, na manhã desta sexta-feira (15) em Carapicuíba (SP) encerra uma sequência de eventos que começou com o vídeo “Adultização”, do youtuber Felca, e evoluiu para uma investigação por exploração sexual de crianças e adolescentes.

Do vídeo de Felca ao bloqueio das redes

Em 6 de agosto, Felca publicou um vídeo de 50 minutos em que denunciava a suposta “adultização” de menores em conteúdos on-line. O material teve milhões de acessos e citou o influenciador paraibano Hytalo Santos como um dos casos. Apenas dois dias depois, o perfil de Hytalo — que somava mais de 12 milhões de seguidores no Instagram e 5 milhões no YouTube — foi desativado.

No dia 11, uma força-tarefa composta pelo Ministério Público da Paraíba, Ministério Público do Trabalho, Gaeco e Polícia Civil entrou com ação civil pública para suspender o acesso de Hytalo às redes sociais e devolver à família os adolescentes que conviviam com ele.

Escalada de medidas judiciais

A repercussão também chegou ao Congresso. Em 12 de agosto, parlamentares protocolaram 32 propostas relacionadas à proteção on-line de crianças, enquanto o governo federal anunciou um projeto semelhante. Na mesma data, o Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a suspensão de todos os perfis de Hytalo e o bloqueio de monetização.

No dia 13, a Justiça de São Paulo autorizou a quebra de sigilo de contas que atacaram Felca, e o juiz Adhailton Lacet Correia Porto, da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, expediu mandado de busca e apreensão na residência do influenciador. Agentes encontraram a casa vazia, trancada e com a máquina de lavar ligada, cenário que levantou suspeita de destruição de provas.

Defesa e primeira manifestação pública

Hytalo posicionou-se em 14 de agosto, por meio de nota enviada à imprensa, negando qualquer prática ilícita e afirmando que jamais obstruiu investigações. “Confio que a verdade prevalecerá”, declarou. A defesa classificou a prisão preventiva como “medida extrema”. Segundo o Ministério Público, no entanto, a medida era necessária para conter supostas tentativas de intimidar testemunhas e ocultar evidências.

Prisão preventiva em São Paulo

Nesta sexta-feira (15), agentes da Polícia Civil cumpriram o pedido de prisão preventiva expedido pela Justiça paraibana, localizando Hytalo e o marido em Carapicuíba. A decisão não tem prazo determinado e visa impedir novos atos de obstrução. Investigadores apontam que o casal já era alvo de inquérito desde dezembro de 2024.

Casos de exploração infantil semelhantes são monitorados por organizações como o Unicef, que recomendam vigilância constante sobre conteúdos digitais voltados a menores.

Para acompanhar outras atualizações sobre investigações no país, visite nossa seção de Notícias Brasil e Mundo e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Folhapress

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