Prosopometamorfopsia: mulher passa a enxergar dragões

Prosopometamorfopsia: mulher passa a enxergar dragões

Prosopometamorfopsia: mulher passa a enxergar dragões

Prosopometamorfopsia: mulher passa a enxergar dragões é o diagnóstico que explica por que uma holandesa de 52 anos passou a ver rostos humanos se transformarem em criaturas reptilianas poucos minutos após o contato visual.

Prosopometamorfopsia: mulher passa a enxergar dragões

Segundo relato publicado na revista The Lancet, a paciente convivía com alucinações desde a infância, mas a situação se agravou na quinta década de vida, quando as feições de amigos, familiares e colegas escureciam, ganhavam orelhas pontudas, focinho alongado e olhos em tons vibrantes de amarelo, verde, azul ou vermelho, lembrando dragões de animações populares.

Exames de sangue e testes neurológicos não indicaram anomalias, porém a ressonância magnética revelou múltiplas lesões próximas ao núcleo lentiforme, região cerebral relacionada ao reconhecimento de objetos e, especialmente, de rostos. Os médicos acreditam que rupturas de pequenos vasos sanguíneos, possivelmente ocorridas durante a gestação ou logo após o parto, tenham deixado cicatrizes que hoje interferem no processamento visual.

A prosopometamorfopsia (PMO) é extremamente incomum: revisão científica de 2021 encontrou apenas 81 casos descritos. O distúrbio provoca distorções faciais — aumentos, alongamentos ou deslocamentos das características — e pode acometer apenas um lado do rosto, quando recebe o nome de hemi-PMO. Condições como epilepsia, enxaqueca e acidente vascular cerebral aparecem frequentemente associadas.

No tratamento inicial, a paciente tomou ácido valproico, anticonvulsivante que reduziu as visões mas produziu alucinações auditivas durante o sono. O fármaco foi substituído por rivastigmina, utilizada em sintomas de Alzheimer e Parkinson. Com a troca, os ruídos cessaram e as alterações visuais ficaram mais controladas. Três anos depois, ela relata melhora nas relações profissionais e pessoais, embora as imagens de dragões ainda apareçam esporadicamente.

Casos como este reforçam a importância de investigar alterações cerebrais em sintomas visuais incomuns e mostram que terapias ajustadas podem devolver qualidade de vida mesmo diante de condições raras.

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Crédito da imagem: Divulgação/Universal Pictures

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