Robô-bola RoboBall avança e mira missões lunares
Robô-bola RoboBall avança e mira missões lunares
Robô-bola RoboBall avança e mira missões lunares. Desenvolvido na Universidade Texas A&M, o veículo esférico de terceira geração promete operar em terrenos onde máquinas convencionais falham, do litoral texano a crateras na Lua.
Robô-bola RoboBall avança e mira missões lunares
O RoboBall III, versão mais recente do projeto liderado pelo professor Robert Ambrose, mede 1,8 metro de diâmetro e foi concebido para transportar sensores, câmeras e ferramentas de amostragem. Seu formato esférico evita tombos e facilita a travessia de superfícies instáveis, como areia fofa ou declives rochosos.
Em testes de laboratório, o protótipo anterior, RoboBall II, alcançou 32 km/h. Os pesquisadores acreditam que a nova geração possa dobrar essa marca em campo aberto. A primeira avaliação prática acontecerá em breve nas praias de Galveston, no Texas, onde serão examinadas a transição da água para a terra, a flutuabilidade e a velocidade real.
Segundo o engenheiro Rishi Jangale, o design “vai aonde outros robôs não conseguem”. Ele destaca que o veículo sai do mar para a areia sem perda de orientação, algo crítico em missões de busca e resgate ou explorações planetárias.
No horizonte de longo prazo, a equipe planeja lançar enxames de RoboBalls em cenários de desastre na Terra ou em missões fora do planeta. Em um ambiente lunar, cada unidade poderia descer encostas íngremes, mapear a topografia e transmitir dados aos controladores. “Imagine dezenas dessas esferas após um furacão, localizando sobreviventes sem colocar humanos em risco”, afirma Jangale.
A proposta ganhou repercussão internacional e foi detalhada pelo portal de tecnologia TechXplore, que destacou o potencial do veículo para expandir fronteiras da robótica móvel.

Imagem: Reprodução
Se os testes em Galveston confirmarem a performance esperada, o próximo passo será integrar sistemas autônomos capazes de implantar instrumentos científicos e operar em ambientes extremos, do gelo polar a crateras sombreadas na Lua.
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Crédito da imagem: Divulgação/Texas A&M University

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Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.