Sanções da ONU ao Irã: Reino Unido, França e Alemanha agem

Sanções da ONU ao Irã: Reino Unido, França e Alemanha agem

Sanções da ONU ao Irã: Reino Unido, França e Alemanha agem

Sanções da ONU ao Irã: Reino Unido, França e Alemanha agem voltam ao centro do debate internacional após o grupo europeu – conhecido como E3 – acionar, nesta quinta-feira (17), o mecanismo de “snapback” que pode restaurar, em 30 dias, todas as sanções das Nações Unidas suspensas desde o acordo nuclear de 2015.

Sanções da ONU ao Irã: Reino Unido, França e Alemanha agem

Segundo carta enviada ao Conselho de Segurança da ONU e obtida pela agência Reuters, o E3 decidiu agir antes de outubro, quando perderia o direito de reimpor penalidades. Londres, Paris e Berlim argumentam que Teerã violou repetidamente o pacto que limita o enriquecimento de urânio e impede o desenvolvimento de armas nucleares.

O que está em jogo

O “snapback” prevê que sanções aos setores financeiro, bancário, de hidrocarbonetos e de defesa do Irã voltem automaticamente após 30 dias da notificação, caso não haja consenso contrário no Conselho. As punições incluem restrições comerciais e o congelamento de ativos ligados ao governo iraniano.

Negociações em impasse

Desde que instalações nucleares iranianas foram bombardeadas por Israel e Estados Unidos, em junho, emissários europeus tentam convencer o Irã a aceitar inspeções integrais da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a retomar diálogos indiretos com Washington. O E3 propôs adiar o “snapback” por até seis meses se Teerã fornecesse garantias concretas, mas a rodada de Genebra, na terça-feira, terminou sem avanços.

Reação de Teerã

Autoridades iranianas já haviam prometido uma “resposta dura” à reinstalação das sanções. Internamente, o temor de novas restrições contribuiu para a desvalorização abrupta do rial desde quarta-feira. Analistas relatam divisão no governo: ala moderada defende a diplomacia, enquanto conservadores pregam confronto.

Capacidade nuclear em foco

Relatórios da AIEA apontam que o Irã enriquece urânio a 60 % de pureza — patamar próximo dos 90 % necessários para uso bélico — e já acumulava material suficiente, antes dos ataques de junho, para até seis ogivas se fosse ainda mais refinado. Teerã nega ambições militares, mas países ocidentais consideram o avanço além das necessidades civis.

O E3 espera compromissos iranianos até o fim de setembro para suspender a medida. Caso contrário, as sanções da ONU ao Irã serão restabelecidas integralmente, elevando a tensão no Oriente Médio.

Quer entender outros desdobramentos da política internacional? Acesse a editoria de Notícias Brasil e Mundo e acompanhe nossas atualizações diárias.

Crédito da imagem: Global News

Posts Similares

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.