Sinal Uau é reavaliado e revela intensidade recorde
Sinal Uau é reavaliado e revela intensidade recorde
Sinal Uau é reavaliado e revela intensidade recorde após uma equipe internacional submeter mais de 75 mil páginas de dados do radiotelescópio Big Ear a softwares modernos, quase cinco décadas depois da captação original em 1977.
Sinal Uau é reavaliado e revela intensidade recorde
O estudo, disponibilizado em pré-impressão no repositório arXiv e ainda à espera de revisão por pares, mostra que a região celeste de origem do sinal Uau foi delimitada com precisão 67% maior. A frequência também foi corrigida: passou de 1420,4556 MHz para 1420,726 MHz, valor que indica uma fonte em rotação significativamente mais veloz do que se supunha.
A atualização mais surpreendente diz respeito à intensidade. A nova análise aponta 250 Janskys, superando a estimativa anterior, que variava de 54 a 212 Janskys. O aumento reforça o caráter excepcional do registro, classificado como um dos eventos mais intrigantes da Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI).
Os pesquisadores identificaram ainda erros secundários nos dados originais, como um atraso de 21 segundos no relógio do sistema e um canal mal rotulado, fatores que ajudaram a distorcer os cálculos iniciais. Mesmo corrigidos, eles não explicam a potência registrada nem indicam interferência humana: na época, não havia transmissões de TV ou satélites capazes de gerar o sinal, e a Lua estava posicionada no lado oposto do planeta.
O formato gaussiano do pulso, típico de fontes naturais, descarta falha eletrônica. A hipótese mais plausível continua sendo a emissão por nuvens de hidrogênio neutro (HI), mas nenhuma delas é conhecida por alcançar níveis tão altos de potência. Para o Instituto SETI, as novas medições mantêm o enigma aberto e estimulam investigações sobre fenômenos radioastronômicos ainda não compreendidos.

Imagem: Internet
Embora o estudo não ofereça provas de vida inteligente, ele reforça a importância de reavaliar dados históricos com ferramentas atuais. A revisão ajuda a calibrar métodos de detecção e a definir prioridades para radiotelescópios de nova geração, como a rede Square Kilometre Array, em construção.
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Crédito da imagem: Observatório de Rádio Big Ear e Observatório Astrofísico Norte-Americano (NAAPO)

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.