Superdotação: irmãos brasileiros de 11 e 9 anos brilham

Superdotação: irmãos brasileiros de 11 e 9 anos brilham

Superdotação: irmãos brasileiros de 11 e 9 anos brilham

Superdotação: irmãos brasileiros de 11 e 9 anos brilham é o caso de Eduardo Vilela, 11, e Helena Vilela, 9, diagnosticados com altas habilidades ainda na primeira infância, situação que ilustra o aumento de estudantes superdotados no país.

Diagnóstico precoce e rotina de estímulos

Eduardo teve o potencial identificado aos 3 anos; Helena, aos 5. Desde então, a rotina familiar inclui jogos estratégicos, ginástica para o cérebro e acompanhamento emocional, relata a mãe, Lívia Vilela, que também possui altas habilidades.

Crescimento de casos no Brasil

Dados do Censo Escolar 2024 indicam 44.171 crianças e adolescentes superdotados matriculados na educação básica, alta de 16% em relação a 2023. Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), muitas dessas crianças não são identificadas porque os sinais podem ser confundidos com TEA ou TDAH.

Como é feita a avaliação

A neuropsicóloga Sandra Schewinsky, do Hospital Sírio-Libanês, frisa que o diagnóstico vai além do teste de QI. “É um processo multifatorial que avalia cognição, criatividade, habilidades sociais e aspectos emocionais”, afirma.

Características de Eduardo e Helena

Helena destaca-se pela liderança e comunicação, tendo assumido a representação da turma logo ao chegar à nova escola. Eduardo revela forte aptidão matemática e linguagem corporal. “Eles conversam por horas e querem respostas profundas”, diz a mãe.

Desafios emocionais

Pessoas superdotadas podem enfrentar ansiedade, frustração e isolamento social. A diferença entre idade cronológica e capacidade cognitiva, segundo Schewinsky, costuma gerar conflitos com colegas da mesma faixa etária.

Estratégias de apoio

Para equilibrar cognição e bem-estar, os irmãos praticam o método Supera para estimulação cognitiva e fazem treino físico duas vezes por semana com o pai, Ricardo Vilela Morais, profissional de educação física. Jogos como rummikub também fazem parte do cotidiano familiar.

Neurociência por trás das altas habilidades

Pesquisas apontam maior eficiência nas conexões neurais, especialmente nas áreas frontal e parietal, o que explica a rapidez de aprendizagem e menor gasto energético em tarefas complexas. Contudo, especialistas ressaltam que o apoio escolar e familiar é decisivo para transformar potencial em vantagem sem sobrecarga emocional.

No resumo de Lívia e Ricardo, “paciência e estudo” são indispensáveis para criar crianças superdotadas. Eles reforçam que conhecer as necessidades emocionais é tão vital quanto estimular o intelecto.

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Crédito da imagem: Arquivo pessoal

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