Swatch retira campanha após acusação de gesto racista
Swatch retira campanha após acusação de gesto racista
Swatch retira campanha após acusação de gesto racista. A fabricante suíça de relógios cancelou um anúncio global depois de consumidores chineses denunciarem a imagem de um modelo asiático fazendo o gesto de “olhos puxados”, considerado ofensivo e discriminatório.
Swatch retira campanha após acusação de gesto racista
No material divulgado para a linha Swatch Essentials, um modelo asiático aparece puxando as pálpebras com os dedos. A reação foi imediata nas redes sociais da China, onde usuários chamaram o gesto de “inaceitável” e “racista”.
Diante da repercussão negativa, a empresa publicou nota de desculpas em suas contas no Instagram e na plataforma chinesa Weibo. “Pedimos desculpas por qualquer angústia ou mal-entendido causado. Removemos todo o conteúdo”, informou a companhia.
Mesmo com a retratação, muitos internautas se mostraram insatisfeitos. “Não acredito que uma marca tão grande cometa um erro tão descuidado”, comentou um usuário. Outro lembrou que o gesto é usado há décadas para discriminar asiáticos de diferentes nacionalidades.
A importância do mercado chinês para a Swatch é significativa: segundo dados da própria empresa, China continental, Hong Kong e Macau respondem por cerca de 27% das vendas do grupo, que também controla Omega, Longines e Tissot. Após o início da polêmica, as ações chegaram a cair 2,7%, mas se estabilizaram ao longo do dia, de acordo com a agência Reuters.
O episódio soma-se a outros desafios recentes da marca. Desde 2023, os papéis da Swatch perderam quase metade do valor, pressionados pela tarifa de 39% imposta pelos Estados Unidos e pela redução na demanda global de produtos de luxo. Em 2024, a receita caiu 14,6%, totalizando 6,74 bilhões de francos suíços (US$ 8,4 bilhões).

Imagem: Rachel Goodman Global
Para o influenciador de moda Peter Xu, que possui mais de sete milhões de seguidores no Weibo, a controvérsia deve afetar temporariamente as vendas na China. “Foi um erro publicar aquelas imagens, mas a resposta rápida pode limitar os danos”, avaliou.
O caso reacende o debate sobre representatividade em campanhas publicitárias e mostra como deslizes culturais podem gerar impacto financeiro imediato.
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Crédito da imagem: Global News

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