Tamanho real da África exige correção nos mapas, dizem ONGs
Tamanho real da África exige correção nos mapas, dizem ONGs
Tamanho real da África exige correção nos mapas, dizem ONGs abre uma campanha internacional que pressiona escolas, organizações e meios de comunicação a abandonar a clássica projeção de Mercator em favor do novo mapa Equal Earth.
Tamanho real da África exige correção nos mapas, dizem ONGs
Na maioria dos murais escolares e plataformas digitais, a ilha da Groenlândia parece rivalizar em área com o continente africano. A discrepância resulta da projeção de Mercator, criada no século XVI para navegação europeia, que amplia regiões próximas aos polos e reduz terras equatoriais como África e América do Sul.
Para corrigir o que chamam de “injustiça cartográfica”, as organizações africanas Africa No Filter e Speak Up Africa lançaram em abril a campanha Correct The Map. O objetivo é instituir a projeção Equal Earth, desenvolvida em 2018 para refletir melhor a curvatura terrestre e manter as proporções reais dos continentes. Nessa versão, caberiam facilmente 14 Groenlândias dentro da África, que abriga mais de 1,4 bilhão de habitantes.
“Corrigir o mapa não é apenas uma causa africana; trata-se de precisão e verdade para o mundo inteiro”, afirmou Fara Ndiaye, cofundadora da Speak Up Africa. Segundo ela, a representação encolhida da África minimiza seu peso demográfico, econômico e estratégico aos olhos de não africanos e afeta a autoestima de gerações que crescem com a imagem distorcida.
O movimento ganhou fôlego em 14 de agosto, quando a União Africana, entidade diplomática que reúne 55 países, oficializou apoio à iniciativa. Trata-se do maior endosso obtido até agora, considerado pelos organizadores como um marco para sensibilizar mais governos, escolas e plataformas tecnológicas.
Especialistas em geografia também questionam a manutenção do Mercator. Para Mark Monmonier, professor da Universidade de Syracuse, a projeção é “obsoleta” fora da navegação. “Mapas que seguem a curvatura terrestre, como o Equal Earth, oferecem escala mais fiel”, disse. Ele ressalta, porém, que gráficos de barras continuam sendo a forma mais clara de comparar áreas irregulares quando impressas em papel plano.

Imagem: Mark Banchereau The Assoc
Alguns avanços já ocorreram. Desde 2018, a versão para desktop do Google Maps exibe um globo 3D, embora a aplicação móvel ainda adote o Mercator por padrão. Os ativistas planejam agora levar a discussão a fóruns internacionais de educação e tecnologia, apostando que a adoção do Equal Earth pode alterar a percepção global sobre o continente.
Quer saber mais sobre transformações globais e seus impactos? Acesse nossa editoria de Notícias Brasil e Mundo e continue informado.
Crédito da imagem: Global News

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou a mente inquieta por trás do soumuitocurioso.com.
Sempre fui movida por perguntas. Desde pequena, queria saber como as coisas funcionavam, por que o céu muda de cor, o que está por trás das notícias que vemos todos os dias, ou como a tecnologia está transformando o mundo em silêncio, aos poucos. Essa curiosidade virou meu combustível — e hoje, virou um blog inteiro.